{"id":218,"date":"2021-11-20T17:30:07","date_gmt":"2021-11-20T17:30:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/veduta\/?p=218"},"modified":"2021-12-21T11:00:39","modified_gmt":"2021-12-21T11:00:39","slug":"arvores-singulares-tributo-vivo-a-cultura-a-afetividade-e-a-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/arvores-singulares-tributo-vivo-a-cultura-a-afetividade-e-a-memoria\/","title":{"rendered":"\u00c1rvores singulares: Tributo vivo \u00e0 cultura, \u00e0 afetividade e \u00e0 mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"mobile capa\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_1-4.jpg\" alt=\"\">\n  <span class=\"credit\"><\/span>\n  <span class=\"legend\">FDA ap\u00f3s a recupera\u00e7\u00e3o, maio 2015<\/span>\n  <\/div>\n<div class=\"indent-wrapper\">\n<p>Nesta comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o apresentados cinco exemplos, que pelo seu car\u00e1ter singular tem uma import\u00e2ncia que extravasa os circuitos de quem melhor os conhece (Freixo Duarte de Armas; Sobreiro do Parque Natureza e Biodiversidade; Espinheiro de Boticas; Freixo de Vale da Ribeira; P\u00e9rgula de Penacova).  A abordagem tem um cariz t\u00e9cnico, para dar a conhecer ao leitor a fundamenta\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es, mas pretende ser suficientemente clara, designadamente com o recurso a imagens ou esquemas elucidativos. Pelos resultados explanados, permite perceber-se o qu\u00e3o gratas ficaram as \u00e1rvores \u00e0s a\u00e7\u00f5es desenvolvidas, e como os acr\u00e9scimos nos seus benef\u00edcios sociais, patrimoniais, ambientais ou paisag\u00edsticos foram efetivos e pass\u00edveis de ser demonstrados. Os exemplos apresentados s\u00e3o sobretudo uma mostra de como as a\u00e7\u00f5es ajustadas a cada caso, potenciam a resposta generosa das \u00e1rvores, que tanto d\u00e3o recebendo t\u00e3o pouco. S\u00e3o tamb\u00e9m uma mostra inequ\u00edvoca da import\u00e2ncia que o cidad\u00e3o d\u00e1 \u00e0 \u00e1rvore como entidade ou indiv\u00edduo de carater\u00edsticas espec\u00edficas, e de como a sua preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um contributo \u00e0 felicidade e autoestima de um povo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"sec2\">\n<div class=\"mobile capa\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_2-4-1.jpg\" alt=\"\">\n  <span class=\"credit\"><\/span>\n  <span class=\"legend\">O Freixo representado por Duarte de Armas, 1510<\/span>\n  <\/div>   <\/p>\n<h2 class=\"indent\">Freixo duarte de armas: a hist\u00f3ria e recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore<\/h2>\n<h4 class=\"indent\">O estudo e a interven\u00e7\u00e3o no Freixo<\/h4>\n<p class=\"indent\">O freixo (<i>Fraxinus angustifolia<\/i> Vahl) classificado de interesse p\u00fablico (DR n\u00ba.12, 17\/01\/2019) com cerca de 550 anos localiza-se na \u00e1rea hist\u00f3rica de Freixo de Espada \u00e0 Cinta (FEC). A \u00e1rvore e FEC confundem-se devido ao nome e \u00e0 longevidade de ambos, embora a localidade seja bem mais velha, sendo at\u00e9 mais antiga que a funda\u00e7\u00e3o de Portugal independente. Na verdade, a hist\u00f3ria do Freixo Duarte de Armas (FDA) s\u00f3 se inicia com o seu registo em 1510 no Livro das Fortalezas, por Duarte de Armas. O escudeiro do Rei D. Manuel I representou, junto \u00e0 muralha, o freixo que viveu at\u00e9 aos nossos dias. Assim, e para real\u00e7ar a sua import\u00e2ncia, bem como o trabalho do debuxador, foi desenvolvido um projeto para a sua Preserva\u00e7\u00e3o, Valoriza\u00e7\u00e3o e Divulga\u00e7\u00e3o (Martins <i>et al.<\/i>, 2017a; b).<\/h4>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"full-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_10-3.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>A recupera\u00e7\u00e3o do FDA, 2015<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"indent\">O estudo compreendeu todo enquadramento geogr\u00e1fico e hist\u00f3rico da vila de FEC, das lendas associadas \u00e0 vila e ao freixo e da vida e obra de Duarte de Armas. O trabalho foi tamb\u00e9m direcionado para o local onde se insere a \u00e1rvore e para an\u00e1lise macro e microsc\u00f3pica que contribu\u00edram para a melhor carateriza\u00e7\u00e3o poss\u00edvel do FDA (Madeira <i>et al.<\/i>, 2016).<\/p>\n<p class=\"indent\">O conhecimento desenvolvido permitiu aprofundar e fundamentar o diagn\u00f3stico da condi\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore e desenvolver um conjunto de tarefas visando a sua recupera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o sustentadas. Considerou-se tamb\u00e9m relevante a aprecia\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica sobre a forma como os freixenistas encararam as interven\u00e7\u00f5es. A an\u00e1lise social \u00e9 tamb\u00e9m colocada, mas na perspetiva desprendida da comunica\u00e7\u00e3o social que pode acompanhar o estudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"indent\">Avalia\u00e7\u00e3o Patrimonial<\/h4>\n<p class=\"indent\">Dado o car\u00e1ter hist\u00f3rico e import\u00e2ncia do FDA decidiu-se determinar o seu valor patrimonial atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o da Norma Granada (Martins <i>et al.<\/i>, 2017c). Trata-se de um m\u00e9todo de valoriza\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores j\u00e1 muito comum na Europa. Sucintamente, a Norma, implementada desde 1999 (AEPJP, 2015), consiste no uso da equa\u00e7\u00e3o de <i>Richard\u2019s<\/i> que considera o padr\u00e3o de crescimento e longevidade da \u00e1rvore, partindo do valor e dimens\u00e3o da maior planta de viveiro da mesma esp\u00e9cie (AEPJP, 2015). O valor final (VF) da \u00e1rvore \u00e9 determinado pela equa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\"><i>VF = (Vb.Els)*(1+Ele+Eli)<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\"><i>Onde<\/i><\/p>\n<p class=\"indent\"><i>VF = Valor final<\/i><\/p>\n<div class=\"element-wrapper justify-content-between\">\n<p class=\"indent\"><i>Vb = Valor base<\/i><\/p>\n<p class=\"text-end\"><i>Ele = Fatores extr\u00ednsecos (0-2.5)<\/i><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"element-wrapper justify-content-between\">\n<p class=\"indent\"><i>Els = Fatores intr\u00ednsecos (0-2)<\/i><\/p>\n<p class=\"text-end\"><i>Eli = Expetativa de vida (0-0.5)<\/i><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\">Nesta avalia\u00e7\u00e3o, foi calculado o valor base de 65.150\u20ac, considerando o per\u00edmetro \u00e0 altura do peito (PAP; 1,30m) de uma \u00e1rvore de viveiro (20 cm) e o PAP do FDA (380cm). O valor de 220\u20ac de um freixo de viveiro em contentor \u00e9 indicado por INFO (2017). No valor s\u00e3o assumidos os custos em transporte, planta\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o durante um ano (Martins <i>et al.<\/i>, 2017c).<\/p>\n<p class=\"indent\">Atendendo \u00e0 atual condi\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria do FDA o valor de <i>Els<\/i> \u00e9 de 0,70 (Ra\u00edzes = 1; Tronco = 0,5; Pernadas = 0,5; ramos e raminhos = 0,5; Folhas e copa = 1.0). O de Ele \u00e9 elevado (2,5) pois resulta do somat\u00f3rio dos ponderadores da est\u00e9tica e funcionalidade (Ele1 = 0,25), a sua representatividade e raridade (Ele2= 1); a sua situa\u00e7\u00e3o e posicionamento (Ele3 = 1) e os fatores extraordin\u00e1rios, ponderados no m\u00e1ximo, pois trata-se de uma \u00e1rvore de car\u00e1ter hist\u00f3rico (Ele4= 0,25).<\/p>\n<p class=\"indent\">Foi ainda considerada a expetativa de vida \u00fatil desta \u00e1rvore, atendendo \u00e0 sua atual condi\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria, perspetivando-se que atinja pelo menos 600 anos (<i>Eli=0,034<\/i>).<\/p>\n<p class=\"indent\">O valor atual do FDA \u00e9 assim pr\u00f3ximo de <strong>162.200\u20ac<\/strong>, ficando demonstrado que a elevada afei\u00e7\u00e3o dos freixenistas com o FDA tem uma sustenta\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica muito relevante. Acresce que as interven\u00e7\u00f5es que ocorreram o longo de 2015 e 2016 (Martins <i>et al.<\/i>, 2017), deram um contributo significativo \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o deste patrim\u00f3nio vivo. Mesmo assim, a condi\u00e7\u00e3o atual do tronco e pernadas, por ainda terem patologias e oferecerem cuidados especiais, baixam a expetativa de vida e valor final do FDA (Martins <i>et al.<\/i>, 2017c).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sec3\">\n<div class=\"mobile capa\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_3-4.jpg\" alt=\"\">\n  <span class=\"credit\"><\/span>\n  <span class=\"legend\">FDA ap\u00f3s a recupera\u00e7\u00e3o, maio 2015<\/span>\n  <\/div>   <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"indent\">Recupera\u00e7\u00e3o e clonagem do Freixo<\/h4>\n<p class=\"indent\">Todo o conjunto de procedimentos culminaram na melhoria da condi\u00e7\u00e3o global da \u00e1rvore hist\u00f3rica e permitiram a sua propaga\u00e7\u00e3o seminal e clonal. O primeiro clone do FDA, plantado nos jardins do Pal\u00e1cio de Bel\u00e9m, em 21 de mar\u00e7o de 2017, constitui um marco muito efetivo para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e da liga\u00e7\u00e3o afetiva deste importante patrim\u00f3nio vivo (Martins <i>et al.<\/i>, 2017a; b).<\/p>\n<p class=\"indent\">O conjunto das a\u00e7\u00f5es deram um contributo indel\u00e9vel para o orgulho dos freixenistas sobre a sua terra e \u00e1rvore hist\u00f3rica e privilegia um melhor reconhecimento global da relev\u00e2ncia da vila de FEC (Martins <i>et al.<\/i>, 2017a; b).<\/p>\n<div class=\"image-container no-padd\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"two-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_11-2.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Freixo Duarte de Armas nos jardins do Pal\u00e1cio de Bel\u00e9m, mar\u00e7o 2017<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h2 class=\"indent\">Sobreiro no parque natureza e biodiversidade<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"indent\">Diagn\u00f3stico<\/h4>\n<p class=\"indent\">O sobreiro (<i>Quercus suber<\/i> L.) alvo de interven\u00e7\u00e3o localiza-se no \u201cParque Natureza e Biodiversidade\u201d pr\u00f3ximo de Boticas. A sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para o enriquecimento paisag\u00edstico do local, dando um contributo valioso \u00e0 visita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Infelizmente a \u00e1rvore encontrava-se muito maltratada e a queda de um ramo devido a uma codomin\u00e2ncia dilacerou grande parte do tronco. Isso iria inviabilizar a manuten\u00e7\u00e3o desta \u00e1rvore por muito mais tempo devido ao risco acentuado para pessoas ou bens. O tronco com uma codomin\u00e2ncia n\u00e3o tinha resist\u00eancia estrutural para suportar a copa (Martins, 2012).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sec4\">\n<div class=\"mobile capa\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_4-4.jpg\" alt=\"\">\n  <span class=\"credit\"><\/span>\n  <span class=\"legend\">Sobreiro antes da interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica<\/span>\n  <\/div>   <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"indent\">Interven\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p class=\"indent\">A interven\u00e7\u00e3o na copa foi realizada em mar\u00e7o de 2012. Houve corte de ramos entrela\u00e7ados e densos, mas respeitando sempre a arquitetura natural da copa (Martins, 2012).<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"two-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_12-2.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Interven\u00e7\u00e3o na copa. A instala\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de uma cinta j\u00e1 a estrangular os ramos, era ineficaz para a estabiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore. \u00c0 direita, os sobrantes da poda, cerca de 1\/3 da copa<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"indent\">A copa foi estabilizada com cabos de a\u00e7o nas pernadas estruturais, nos quais foram colocados os cabos em \u00e2ngulos aproximadamente retos. Os pontos de entrada dos cabos foram descorti\u00e7ados com um form\u00e3o e colocados cerra-cabos no extremo dos furos. Para manter a tens\u00e3o no ramo, antes do aperto final do cabo usou-se uma cinta com ajuste do aperto (Martins, 2012).<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"two-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_13-2.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Aspeto global ap\u00f3s interven\u00e7\u00e3o, j\u00e1 com a copa estabilizada com cabos de a\u00e7o<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"indent\">O interior do tronco do sobreiro estava afetado por uma podrid\u00e3o branca, tendo ainda ataques intensos de formigas e outros insetos xil\u00f3filos. Para a extirpa\u00e7\u00e3o do cancro procedeu-se primeiro \u00e0 remo\u00e7\u00e3o f\u00edsica de todo o material solto. Posteriormente, com a ajuda de form\u00e3o e motosserra limpou-se todo o material afetado quer pela podrid\u00e3o quer pelos insetos (Martins, 2012).<\/p>\n<p class=\"indent\">Para a estabiliza\u00e7\u00e3o do tronco colocaram-se var\u00f5es aparafusados, com as anilhas junto ao c\u00e2mbio da \u00e1rvore.<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"full-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_14-2.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Limpeza da cavidade e perfura\u00e7\u00e3o do tronco para a coloca\u00e7\u00e3o de var\u00f5es roscados<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h4 class=\"indent\">Condi\u00e7\u00e3o atual do Sobreiro<\/h4>\n<p class=\"indent\">Os resultados da interven\u00e7\u00e3o no sobreiro indicam-se fotos seguintes.<\/p>\n<div class=\"image-container no-padd\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"two-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_15-1.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Tronco do sobreiro com cavidade praticamente \u201csarada\u201d e fecho da casca na \u00e1rea de perfura\u00e7\u00e3o, 2014-2021<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"sec5\">\n<div class=\"mobile capa\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_5-3.jpg\" alt=\"\">\n  <span class=\"credit\"><\/span>\n  <span class=\"legend\">Sobreiro no parque Natureza e Biodiversidade, Boticas, outubro 2021<\/span>\n  <\/div>   <\/p>\n<div class=\"image-container no-padd\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_16-1.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Sobreiro dois anos ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o, 2014<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h2 class=\"indent\">Espinheiro em boticas<\/h2>\n<div class=\"indent-wrapper\">\n<p>O espinheiro-da-Virg\u00ednia (<i>Gleditsia triacanthos<\/i>) em Boticas, \u00e9 uma \u00e1rvore classificada de interesse p\u00fablico (DR n.\u00ba 274, 26\/12\/1988). Est\u00e1 localizada em Boticas, perto do santu\u00e1rio de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"indent\">Devido \u00e0 fragilidade e por se encontrar em condi\u00e7\u00e3o de risco foram efetuadas um conjunto de interven\u00e7\u00f5es na copa e cavidade. As interven\u00e7\u00f5es decorreram em janeiro de 2018. Envolveram cortes cir\u00fargicos e estabiliza\u00e7\u00e3o das pernadas e cavidades com diferentes sistemas de ancoragem (Martins e Machado, 2018; Martins <i>et al.<\/i>, 2018).<\/p>\n<p class=\"indent\">O espinheiro-da-Virg\u00ednia \u00e9 uma \u00e1rvore de origem Norte Americana, da esp\u00e9cie <i>Gleditsia triacanthos<\/i> L. e fam\u00edlia <i>Fabaceae<\/i>. \u00c9 tamb\u00e9m conhecida como ac\u00e1cia-triacantos ou ac\u00e1cia-de-tr\u00eas-espinhos. O restritivo espec\u00edfico <i>triacanthos<\/i> deve-se \u00e0 forma dos espinhos que surgem nos ramos e tronco. H\u00e1, contudo, exemplares sem espinhos, como a <i>Gleditsia triacanthos<\/i> cv. <i>Inermis<\/i> (U. \u00c9vora, 2018).<\/p>\n<p class=\"indent\">Trata-se de uma \u00e1rvore de crescimento r\u00e1pido, ex\u00f3tica em Portugal, caducif\u00f3lia, podendo atingir 25-30 m altura. Os ramos, sobretudo os inferiores t\u00eam espinhos simples e tr\u00edfidos, atingem o comprimento at\u00e9 15 cm.<\/p>\n<p>A \u00e1rvore \u00e9 fixadora de azoto nos solos. Vegeta bem em solos bem drenados e profundos e \u00e9 relativamente pl\u00e1stica no que respeita ao clima. Tem folhas alternas, compostas com fol\u00edolos oblongo-lanceolados, verde m\u00e9dio tornando-se no Outono amarelas<\/p>\n<p class=\"indent\">As <strong>flores<\/strong> s\u00e3o em cachos, esverdeadas, nos ramos do ano anterior sem interesse ornamental, abril-maio. Os <strong>frutos<\/strong> s\u00e3o vagens, pendentes, espalmadas e retorcidas com 20 a 45 cm de comprimento e 2-4,5 cm de largura, castanhas escuras.  Os frutos podem permanecer na \u00e1rvore durante o inverno.<\/p>\n<p class=\"indent\">O diagn\u00f3stico efetuado em outubro de 2017 permitiu perceber a condi\u00e7\u00e3o global <strong>d\u00e9bil<\/strong> da \u00e1rvore (Martins e Machado, 2018). A copa estava desequilibrada, com pernadas inseguras pois cresceram ap\u00f3s rolagem baixa. A liga\u00e7\u00e3o das pernadas ao tronco \u00e9 fr\u00e1gil n\u00e3o s\u00f3 porque est\u00e3o ancoradas apenas na periferia como tamb\u00e9m devido aos cancros e cavidades que existe na inser\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"image-container no-padd\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"two-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_17-1.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>\u00c1rvore em estudo (Gleditsia triacanthos) com pernadas inseguras e tronco muito danificado<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"table-wrap middle\">\n        <a href=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Tabela-Localizacao-e-parametros-dendrometricos.pdf\" target=\"_blank\" title=\"Localiza\u00e7\u00e3o e par\u00e2metros dendrom\u00e9tricos\" rel=\"noopener\"><\/p>\n<div class=\"cont\">\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/VedutaXV_btn_download-1.svg\" alt=\"\" width=\"112\" height=\"auto\" class=\"alignnone size-medium wp-image-442\" \/><\/p>\n<div class=\"text-wrap\">\n                   <span class=\"strong\">Localiza\u00e7\u00e3o e par\u00e2metros dendrom\u00e9tricos<\/span>\n                <\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>        <\/a>\n    <\/div>\n<p class=\"indent\">Na avalia\u00e7\u00e3o foram considerados os fatores de predisposi\u00e7\u00e3o e indu\u00e7\u00e3o, relativos \u00e0 espiral de decl\u00ednio de Manion (1991). Ou seja, com efeitos na condi\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore quer a longo quer a m\u00e9dio\/curto prazo.<\/p>\n<p class=\"indent\">O exemplar estava afetado na copa e tronco por ter sido atingido por um raio durante uma trovoada. Os danos no lenho foram profundos e com impactes dif\u00edceis de reparar. A cavidade no tronco veio a ficar afetada com podrid\u00e3o c\u00fabica castanha. Tem exposi\u00e7\u00e3o a sul e mede 5,4 m na dire\u00e7\u00e3o axial (Martins e Machado, 2018).<\/p>\n<p class=\"indent\">Al\u00e9m do raio a \u00e1rvore sofreu uma rolagem \u00e0 altura aproximada de 6 m. Disso resultou uma infe\u00e7\u00e3o que se desce desde a inser\u00e7\u00e3o das pernadas e atinge grande parte do tronco. A raiz principal tamb\u00e9m deve estar afetada devido \u00e0 queima e \u00e0 infe\u00e7\u00e3o que desceu pela parte interna do tronco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"indent\">Interven\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p class=\"indent\">O espinheiro foi primeiro estabilizado ao n\u00edvel da copa, com cortes dos ramos compridos. A altura e di\u00e2metro da copa diminu\u00edram, bem como o respetivo volume. Contudo, n\u00e3o foram efetuados atarraques e sendo assim os ramos podem continuar a expandir para o exterior, com possibilidade tamb\u00e9m de preencher o interior da copa (Martins <i>et al.<\/i>, 2018).<\/p>\n<p class=\"indent\">Uma das pernadas verticais foi cortada, diminuindo-se assim a press\u00e3o sobre a cavidade. Apesar dos cortes e diminui\u00e7\u00e3o do volume, peso e resist\u00eancia ao vento, as pernadas foram ancoradas com cabo de a\u00e7o (6mm) tencionado com esticadores. Os cabos foram fixos atrav\u00e9s de parafusos com rosca de madeira, colocados nas v\u00e1rias pernadas. Ligaram-se tamb\u00e9m duas pernadas com var\u00f5es roscados (12 mm).<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"two-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_18-1.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Imagem da \u00e1rvore, antes e ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"sec6\">\n<div class=\"mobile capa\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_6-3.jpg\" alt=\"\">\n  <span class=\"credit\"><\/span>\n  <span class=\"legend\">Representa\u00e7\u00e3o da coloca\u00e7\u00e3o de var\u00f5es na cavidade<\/span>\n  <\/div>   <\/p>\n<p class=\"indent\">Toda a cavidade do tronco foi limpa e retirado todo o material apodrecido sem atingir os saud\u00e1veis. A estrutura da cavidade foi melhorada com var\u00f5es roscados (\u00d8 12 mm) que atravessam o seu di\u00e2metro unem as partes de lenho s\u00e3o, atrav\u00e9s de anilhas e porcas (Martins <i>et al.<\/i>, 2018). Os var\u00f5es foram tamb\u00e9m ser enroscados no lenho interior.<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"two-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_19.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Representa\u00e7\u00e3o da coloca\u00e7\u00e3o de var\u00f5es na cavidade<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h4 class=\"indent\">Avalia\u00e7\u00e3o Patrimonial<\/h4>\n<p class=\"indent\">Devido \u00e0 import\u00e2ncia da \u00e1rvore decidiu-se determinar o seu valor patrimonial atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o da Norma Granada.<\/p>\n<p class=\"indent\">Para o caso da \u00e1rvore estudo e atendendo ao local onde se encontra, consideramos que tem uma taxa de crescimento r\u00e1pido e tem grande longevidade. Nesta avalia\u00e7\u00e3o, foi calculado o valor base (Vb) de <strong>32.200\u20ac<\/strong>, considerando o per\u00edmetro \u00e0 altura do peito (PAP; 1,30m) de uma \u00e1rvore de viveiro da mesma esp\u00e9cie (20 cm) e o PAP da \u00e1rvore que estamos a considerar (375 cm). Consideramos o valor de 75\u20ac da \u00e1rvore de viveiro, onde est\u00e3o inclu\u00eddos os custos de transporte e planta\u00e7\u00e3o (Info, 2018). Pela atual condi\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria do Fd\u2019A o valor de Els \u00e9 de <strong>1,00<\/strong> (Ra\u00edzes = 1,0; Tronco = 0,5; Pernadas = 0,5; Ramos = 1,53; Folhas e copa = 1.5).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sec7\">\n<div class=\"mobile capa\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_7-3.jpg\" alt=\"\">\n  <span class=\"credit\"><\/span>\n  <span class=\"legend\">Espinheiro ap\u00f3s interven\u00e7\u00e3o, outubro 2021<\/span>\n  <\/div>   <\/p>\n<p class=\"indent\"><i>Ele<\/i> tem o valor de <strong>1,15<\/strong>. Deve-se \u00e0 est\u00e9tica e funcionalidade (Ele1 = 0,10); Representatividade e raridade, valor interm\u00e9dio devido \u00e0 raridade da esp\u00e9cie em Portugal (Ele2= 0.4); Posicionamento (Ele3 = 0.5); Fatores extraordin\u00e1rios, \u00e1rvore de interesse p\u00fablico (Ele4= 0,15). Na expetativa de vida \u00fatil da \u00e1rvore, atendeu-se \u00e0 sua atual condi\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria, perspetivando-se que atinja pelo menos 170 anos (<strong>Eli=0,11<\/strong>). O valor atual da \u00e1rvore \u00e9 assim pr\u00f3ximo de <strong>72.700 \u20ac<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"indent\">Condi\u00e7\u00e3o atual do Espinheiro<\/h4>\n<p class=\"indent\">O exemplar intervencionado recuperou a sua anterior silhueta e tem presentemente a copa estabilizada. A degrada\u00e7\u00e3o do lenho na \u00e1rea da cavidade aparentemente est\u00e1 mais lenta parecendo pela compartimenta\u00e7\u00e3o dos bordos da cavidade que houve mesmo regress\u00e3o da infe\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"image-container no-padd\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_20.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Pormenor de var\u00f5es de estabiliza\u00e7\u00e3o da cavidade, outubro 2021<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h2 class=\"indent\">O freixo de Vale da Ribeira<\/h2>\n<h4 class=\"indent\">Diagn\u00f3stico<\/h4>\n<p class=\"indent\">O freixo (<i>Fraxinus angustifolia<\/i>) de vale da ribeira, na freguesia de Mesquitela do concelho de Celorico da Beira, \u00e9 muito acarinhado pelas gentes da aldeia e de quem a visita (Martins e Magrini, 2021). \u00c9 um exemplar com cerca de 300 anos e j\u00e1 a sofrer de algumas maleitas devido \u00e0 avan\u00e7ada idade e tamb\u00e9m pelo corte de uma grande pernada que veio a permitir desenvolver infe\u00e7\u00f5es e uma grande cavidade no tronco.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sec8\">\n<div class=\"mobile capa\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_8-3.jpg\" alt=\"\">\n  <span class=\"credit\"><\/span>\n  <span class=\"legend\">Freixo de Vale da Ribeira (Celorico da Beira), mar\u00e7o 2020 <\/span>\n  <\/div>   <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"indent\">Interven\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p class=\"indent\">De mar\u00e7o a maio de 2021 foram realizadas as seguintes interven\u00e7\u00f5es (Martins e Magrini, 2021):<\/p>\n<ol class=\"letters\">\n<li>Por raspagem retiraram-se o excesso de l\u00edquenes (musgos) e trepadeiras do tronco e pernadas;<\/li>\n<li>Procedeu-se \u00e0 limpeza do interior das cavidades com remo\u00e7\u00e3o do lenho solto e degradado, com podrid\u00e3o c\u00fabica castanha ou podrid\u00e3o branca, sem danificar os tecidos saud\u00e1veis;<\/li>\n<li>As cavidades das pernadas foram desobstru\u00eddas permitindo o arejamento e a drenagem para o interior do tronco;<\/li>\n<li>Os bordos das cavidades foram arredondados para uma melhor compartimenta\u00e7\u00e3o a partir da zona cambial;<\/li>\n<li>Fez-se a remo\u00e7\u00e3o da zona do colo do material lenhoso at\u00e9 \u00e0 profundidade poss\u00edvel;<\/li>\n<li>A \u00e1rea do colo foi cheia com uma mistura de terra e turfa fina de granulometria grosseira.<\/li>\n<\/ol>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"full-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_21.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Estrutura met\u00e1lica no interior da cavidade do tronco e enchimento da mesma com uma mistura de terra, turfa e brita<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h4 class=\"indent\">Condi\u00e7\u00e3o atual do Freixo e requalifica\u00e7\u00e3o do local<\/h4>\n<p class=\"indent\">O Freixo de Vale da Ribeira teve uma resposta fisiol\u00f3gica muito positiva \u00e0 interven\u00e7\u00e3o. Acresce que a zona pr\u00f3xima da \u00e1rvore foi alvo de uma requalifica\u00e7\u00e3o. Foi criado um projeto que contemplasse a melhoria da condi\u00e7\u00e3o \u00e0s ra\u00edzes da \u00e1rvore e valorizasse paisagisticamente o local e conforto como \u00e1rea de lazer, tanto para os residentes como para os visitantes.<\/p>\n<div class=\"image-container no-padd\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"two-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_22.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Projeto de arquitetura (Arq. In\u00eas Lopes, Mun. Celorico da Beira, 2021) e obra de valoriza\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore e \u00e1rea envolvente<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h2 class=\"indent\">P\u00e9gula da penacova<\/h2>\n<p class=\"indent\">Bem no centro de Penacova, junto ao edif\u00edcio dos Pa\u00e7os do Concelho, ergue-se a <strong>P\u00e9rgula Ra\u00fal Lino<\/strong> que comemorou em 2018, cem anos sobre a sua inaugura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A P\u00e9rgula, desenhada por Ra\u00fal Lino, admirador profundo da paisagem penacovense foi oferecida, em 1918 pela <i>Sociedade de Propaganda de Portugal<\/i>, ao povo de Penacova. Esta agrad\u00e1vel varanda coberta por velhas glic\u00ednias permite avistar o rio Mondego, para jusante, at\u00e9 \u00e0 curva da Rebordosa, e contemplar uma das paisagens mais ic\u00f3nicas do concelho (<a href=\"http:\/\/www.cm-penacova.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"www.cm-penacova.pt\">www.cm-penacova.pt<\/a>).<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_23.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Cartaz comemorativo dos 100 anos da \u201cP\u00e9rgula de Penacova\u201d, mar\u00e7o 2018<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"indent\">A glic\u00ednia \u00e9 uma trepadeira vol\u00favel (<i>Wisteria floribunda, W. macrostachya<\/i> nativas do Jap\u00e3o ou <i>Wisteria sinensis<\/i>, nativa da China), lenhosa e dec\u00eddua, de florescimento muito decorativo. Suas folhas s\u00e3o pinadas, alternas e compostas por 9 a 19 fol\u00edolos, de colora\u00e7\u00e3o avermelhada e pubescentes quando novas, tornando-se glabras e verde-brilhantes com o tempo. As infloresc\u00eancias s\u00e3o longas, pendulares e carregadas de numerosas flores azuis, r\u00f3seas, brancas ou roxas. Os frutos s\u00e3o vagens compridas e acastanhados com sementes de 1 cm. Ocorrem tamb\u00e9m variedades de porte diferente e de folhas variegadas.<\/p>\n<p class=\"indent\">O crescimento \u00e9 lento a moderado e pode levar anos para que se torne adulta e inicie o florescimento, por\u00e9m \u00e9 muito longeva, vivendo at\u00e9 mais de 100 anos. \u00c9 muito adequada para cobrir arcos, p\u00e9rgulas, port\u00f5es e caramanch\u00f5es conferindo um ar rom\u00e2ntico e nobre \u00e0 paisagem. Por ser vigorosa n\u00e3o \u00e9 indicada para estruturas de apoio fr\u00e1geis. Tamb\u00e9m pode ser conduzida como arvoreta, constituindo-se por um tronco ondulado e uma copa aplainada. A \u00e9poca de flora\u00e7\u00e3o oscila de acordo com o clima e a regi\u00e3o onde est\u00e1 estabelecida.<\/p>\n<p class=\"indent\">As glic\u00ednias devem ser cultivadas sob pleno sol, em solo f\u00e9rtil, rico em mat\u00e9ria org\u00e2nica e com regas regulares. Necessita de ser tutorada, aduba\u00e7\u00e3o e podas anuais. Aprecia o frio, sendo indicada para locais de clima subtropical ou mediterr\u00e2neo. Em regi\u00f5es quentes pode ser cultivada sem problemas, mas n\u00e3o ter\u00e1 o mesmo desempenho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"indent\">Diagn\u00f3stico e interven\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p class=\"indent\">A ineg\u00e1vel import\u00e2ncia do monumento e da escultura viva que \u00e9 a glic\u00ednia que cobre a infraestrutura de madeira justificou um conjunto de a\u00e7\u00f5es desenvolvidas.<\/p>\n<p class=\"indent\">Na tabela s\u00e3o apresentados os par\u00e2metros dendrom\u00e9tricos da glic\u00ednia. \u00c9 not\u00f3ria a dimens\u00e3o extraordin\u00e1ria da trepadeira, quer pelo per\u00edmetro do tronco quer pela dimens\u00e3o das pernadas (Martins e Machado, 2018).<\/p>\n<div class=\"table-wrap middle\">\n        <a href=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Tabela-Parametros-dendrometricos-da-glicinia.pdf\" target=\"_blank\" title=\"Par\u00e2metros dendrom\u00e9tricos da glic\u00ednia\" rel=\"noopener\"><\/p>\n<div class=\"cont\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/VedutaXV_btn_download-1.svg\" alt=\"\" width=\"112\" height=\"auto\" class=\"alignnone size-medium wp-image-442\" \/><\/p>\n<div class=\"text-wrap\">\n                    <span>Tabela<\/span><span class=\"strong\">Par\u00e2metros dendrom\u00e9tricos da glic\u00ednia<\/span>\n                <\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>        <\/a>\n    <\/div>\n<p class=\"indent\">O tronco estava muito danificado. Passa-se o mesmo com as primeiras pernadas. Al\u00e9m dos sintomas observados detetaram-se sinais de fungos e de diversos animais.<\/p>\n<div class=\"table-wrap middle\">\n        <a href=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Tabela-Fungos-e-animais-no-tronco.pdf\" target=\"_blank\" title=\"Fungos e animais no tronco\" rel=\"noopener\"><\/p>\n<div class=\"cont\">\n                <svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" xmlns:xlink=\"http:\/\/www.w3.org\/1999\/xlink\" width=\"112\" height=\"92.392\" viewBox=\"0 0 112 92.392\">\n                    <defs>\n                    <clipPath id=\"clip-path\">\n                        <rect id=\"Ret\u00e2ngulo_236\" data-name=\"Ret\u00e2ngulo 236\" width=\"112\" height=\"68\" transform=\"translate(1401 25632)\" fill=\"#fff\" stroke=\"#707070\" stroke-width=\"1\"\/>\n                    <\/clipPath>\n                    <\/defs>\n                    <g id=\"Grupo_333\" data-name=\"Grupo 333\" transform=\"translate(0 -4.608)\">\n                    <g 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2.235641479492188 123.7204208374023 3.686477661132812 130.8104705810547 C 5.10028076171875 137.7195739746094 7.209884643554688 144.5156097412109 9.9566650390625 151.0097503662109 C 12.65374755859375 157.3863372802734 15.99205017089844 163.5366668701172 19.87889099121094 169.2899169921875 C 23.72903442382812 174.9888916015625 28.15072631835938 180.3480224609375 33.0211181640625 185.2183837890625 C 37.8914794921875 190.0887756347656 43.2506103515625 194.5104675292969 48.9495849609375 198.3606109619141 C 54.70283508300781 202.2474517822266 60.85316467285156 205.5857543945312 67.22975158691406 208.2828369140625 C 73.72389221191406 211.0296173095703 80.51991271972656 213.1392211914062 87.42903137207031 214.5530242919922 C 94.51908111572266 216.0038604736328 101.8169174194336 216.739501953125 109.1197509765625 216.739501953125 C 116.4225845336914 216.739501953125 123.7204208374023 216.0038604736328 130.8104705810547 214.5530242919922 C 137.7195739746094 213.1392211914062 144.5156097412109 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Desenvolveram-se as seguintes tarefas (Martins e Machado, 2018):<\/p>\n<ol class=\"letters\">\n<li>Remo\u00e7\u00e3o do lenho apodrecido na cavidade do tronco;<\/li>\n<li>Remo\u00e7\u00e3o do lenho apodrecido nas cavidades das pernadas;<\/li>\n<li>Limpeza da podrid\u00e3o da cavidade da glic\u00ednia, quer no tronco quer nas pernadas;<\/li>\n<li>Remo\u00e7\u00e3o das podrid\u00f5es abaixo do tronco;<\/li>\n<li>Estabiliza\u00e7\u00e3o de uma pernada com liga\u00e7\u00e3o de duas cintas \u00e0 p\u00e9rgula.<\/li>\n<\/ol>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_24.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Tronco de glic\u00ednia ap\u00f3s remo\u00e7\u00e3o da \u00e1rea apodrecida<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"indent\">A cavidade foi tratada com fungicida de largo espectro \u2013 calda bordalesa. Al\u00e9m do sulfato de cobre de a\u00e7\u00e3o fungicida, nematodicida e inseticida, o produto \u00e9 neutralizado com hidr\u00f3xido de c\u00e1lcio. O c\u00e1lcio \u00e9 um macronutriente que d\u00e1 mais resist\u00eancia planta e ajuda no processo de compartimenta\u00e7\u00e3o dos tecidos (Martins e Machado, 2018).<\/p>\n<p class=\"indent\">O tronco foi posteriormente estabilizado com uma estrutura armada, pois toda a \u00e1rea interior estava apodrecida e em avan\u00e7ado decl\u00ednio.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sec9\">\n<div class=\"mobile capa\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_9-3.jpg\" alt=\"\">\n  <span class=\"credit\"><\/span>\n  <span class=\"legend\">Espinheiro ap\u00f3s interven\u00e7\u00e3o, outubro 2021<\/span>\n  <\/div>   <\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"full-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_25.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Estrutura armada na cavidade do tronco da glic\u00ednia, mar\u00e7o 2018<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"indent\">Na estrutura usaram-se ferros de 16 mm de di\u00e2metro, que foram espetados no solo, encostados \u00e0 parte interna do tronco. Pr\u00f3ximo da superf\u00edcie foram soldados ferros em cruz. Ao logo da parte interna do tronco os ferros foram sendo moldados de acordo com a estrutura do tronco e ligados entre si por uma chapa de ferro (3&#215;30 mm). A estrutura foi aparafusada \u00e0 periferia do lenho e soldada internamente.<\/p>\n<p class=\"indent\">Durante as opera\u00e7\u00f5es de soldadura houve sempre o cuidado de colocar \u00e1gua junto ao lenho para evitar o sobreaquecimento dos tecidos (Martins e Machado, 2018).<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_26.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>Representa\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica da coloca\u00e7\u00e3o de arma\u00e7\u00e3o met\u00e1lica no tronco<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p class=\"indent\">Toda a parte interior da raiz principal estava apodrecida. Assim, foi removido todo o material lenhoso solto dessa zona do colo. A \u00e1rea a descoberto foi ent\u00e3o preenchida com terra vegetal de modo a promover o lan\u00e7amento de novas ra\u00edzes (Martins e Machado, 2018).<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"two-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_27.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>A \u201cP\u00e9rgula de Penacova\u201d com vista deslumbrante para o rio Mondego. Representa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea onde o solo deve ser perme\u00e1vel, 2018<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h4 class=\"indent\">Avalia\u00e7\u00e3o Patrimonial<\/h4>\n<p class=\"indent\">No caso da p\u00e9rgula deste estudo, e atendendo ao local onde se encontra, consideramos que tem uma <strong>taxa de crescimento r\u00e1pido e longevidade m\u00e9dia<\/strong>. Nesta avalia\u00e7\u00e3o, foi calculado o valor base (Vb), considerando tratar-se de um exemplar n\u00e3o substitu\u00edvel. O valor inicial parte assim de uma base que consideram os custos de uma nova planta\u00e7\u00e3o e as dimens\u00f5es da \u00e1rvore de viveiro e a taxa de crescimento. Neste caso, consideramos o per\u00edmetro \u00e0 altura do peito (PAP; 1,30m) de um exemplar de viveiro da mesma esp\u00e9cie (20 cm) e o PAP das \u00e1rvores que estamos a considerar. Consideramos o valor de 60\u20ac, onde est\u00e3o inclu\u00eddos os custos de transporte e planta\u00e7\u00e3o (Info, 2018).<\/p>\n<p class=\"indent\">Nesta avalia\u00e7\u00e3o s\u00e3o penalizadas as patologias do tronco e pernadas e impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo. O valor final da glic\u00ednia de acordo com a Norma Granada \u00e9 indicado na tabela.<\/p>\n<div class=\"table-wrap middle\">\n        <a href=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Tabela-Avaliacao-patrimonial-pela-Norma-Granada.pdf\" target=\"_blank\" title=\"Avalia\u00e7\u00e3o patrimonial pela Norma Granada\" rel=\"noopener\"><\/p>\n<div class=\"cont\">\n                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/VedutaXV_btn_download-1.svg\" alt=\"\" width=\"112\" height=\"auto\" class=\"alignnone size-medium wp-image-442\" \/>                <\/p>\n<div class=\"text-wrap\">\n                    <span>Tabela<\/span><span class=\"strong\">Avalia\u00e7\u00e3o patrimonial pela Norma Granada.<\/span>\n                <\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>        <\/a>\n    <\/div>\n<h4 class=\"indent\">Condi\u00e7\u00e3o atual da P\u00e9rgula<\/h4>\n<p class=\"indent\">A glic\u00ednia alvo da interven\u00e7\u00e3o \u00e9 not\u00e1vel pelas suas dimens\u00f5es, idade, valor hist\u00f3rico e pela import\u00e2ncia da P\u00e9rgula que cobre a varanda de 32 m, com uma vista deslumbrante para o rio Mondego.<\/p>\n<p class=\"indent\">A a\u00e7\u00e3o efetuada justificou-se dada a grande podrid\u00e3o do tronco sua instabilidade. Isso obrigou a retirar muito do lenho apodrecido pois s\u00f3 estava a contribuir para a infe\u00e7\u00e3o atingir o lenho s\u00e3o e desse modo diminuir a longevidade da trepadeira.<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"img-wrap\">\n            <img decoding=\"async\" class=\"two-width\"\n            src=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Foto_28.jpg\"\n            alt=\"\"\n            \/>\n        <\/div>\n<div class=\"text-wrap\">\n<div class=\"legend\">\n            <span>A \u201cP\u00e9rgula de Penacova\u201d em 2017 e ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o, 2020<\/span>\n            <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"biblio\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-4\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"col-lg-4\">\n<div class=\"cont\">\n                    <svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"146.636\" height=\"161.26\" viewBox=\"0 0 146.636 161.26\">\n                        <path id=\"Uni\u00e3o_3\" data-name=\"Uni\u00e3o 3\" d=\"M6241.905,21778.926l.082-1.066,6.373.477.388-5.2-5.8-.437.082-1.051,5.8.438.421-5.646,1.2.088-.973,12.971Zm17.841-12.266,1.246-.273,2.432,3.811,5.324-1.187.59-4.48,1.175-.264-1.869,13.736-1.394.313Zm4.241,4.422,2.864,4.5c.448.705.842,1.438.842,1.438l.033-.01c.011-.088.077-.887.181-1.678l.71-5.275Zm-35.955,4.23,4.607-12.166,1.132.432-4.613,12.16Zm55.654-7.734a3.526,3.526,0,0,1,.465-4.586l-.017-.033-5.548-3.256,1.181-.744,5.34,3.186,3.022-1.9-2.952-4.7,1.022-.639,6.925,11-3.941,2.482a5.382,5.382,0,0,1-2.465.869c-.063,0-.125.006-.188.006A3.267,3.267,0,0,1,6283.687,21767.578Zm2.088-4.662c-1.411.885-2.116,2.291-1.044,3.99.913,1.453,2.383,1.59,3.914.629l2.918-1.836-2.9-4.6Zm-76,5.406,3.395-13.436,1.049.717-1.126,4.383,4.5,3.082,3.679-2.633.995.682-11.314,8.014Zm1.727-2.154c-.2.8-.476,1.592-.476,1.592l.027.016c.077-.049.706-.547,1.356-1.006l4.334-3.088-3.914-2.684Zm87.838-14.135.776-.967a3.432,3.432,0,0,0,4.362-1.191c1.837-2.3,1.022-5.035-1.711-7.221-2.766-2.209-5.466-2.236-7.248-.006a3.755,3.755,0,0,0,.536,5.652l.546.438,2.482-3.111.836.668-3.214,4.027-5.023-4.012.678-.854,1.612,1.285.027-.037a4.36,4.36,0,0,1,.814-4.75c1.94-2.428,5.072-3.215,8.789-.246,3.4,2.721,3.695,6.191,1.634,8.771a5.027,5.027,0,0,1-3.856,2.121A4.032,4.032,0,0,1,6299.341,21752.033Zm10.227-20.18c-4.5-1.34-5.663-4.51-4.783-7.455s3.58-4.932,8.073-3.592c4.531,1.355,5.69,4.537,4.827,7.439a5.379,5.379,0,0,1-5.425,4.033A9.44,9.44,0,0,1,6309.568,21731.854Zm-3.854-7.178c-.749,2.488.6,4.893,4.209,5.975,3.651,1.088,6.083-.174,6.833-2.684.738-2.477-.558-4.848-4.253-5.953a8.7,8.7,0,0,0-2.469-.393A4.165,4.165,0,0,0,6305.714,21724.676Zm-1.224-18.043,13-.137.011,1.209-13,.137Zm-4.373-16.479,12.337-4.105.382,1.143-11.325,3.771,2.121,6.373-1.017.338Zm-7.652-11.8-2.711-3.727,10.527-7.643,2.974,4.1c1.241,1.705,1.448,3.7-.257,4.936a2.774,2.774,0,0,1-3.81-.234l-.027.016a3.176,3.176,0,0,1-.907,4.133,3.685,3.685,0,0,1-2.171.789C6294.706,21680.727,6293.482,21679.762,6292.465,21678.357Zm-1.186-3.34,1.968,2.713c1.317,1.814,2.722,2.307,4.264,1.186,1.5-1.088,1.366-2.629.24-4.187l-2.1-2.887Zm5.2-3.775,2.159,2.973c.847,1.17,2.028,1.951,3.5.881,1.235-.9,1.191-2.209.29-3.443l-2.247-3.094Zm-16.726-4,7.854-10.363.962.727-7.854,10.369Zm-12.829-5.68-4.307-1.633,4.607-12.162,4.739,1.8c1.968.748,3.236,2.295,2.487,4.268a2.771,2.771,0,0,1-3.312,1.893l-.016.031a3.155,3.155,0,0,1,1.5,3.947,3.277,3.277,0,0,1-3.259,2.371A7.012,7.012,0,0,1,6266.923,21661.561Zm-2.826-2.143,3.132,1.188c2.1.8,3.547.432,4.22-1.346.656-1.732-.3-2.951-2.094-3.629l-3.34-1.268Zm2.279-6.006,3.433,1.3c1.35.508,2.766.52,3.411-1.182.542-1.432-.213-2.5-1.645-3.043l-3.58-1.357Z\" transform=\"matrix(-0.946, -0.326, 0.326, -0.946, -1073.329, 22650.533)\" fill=\"#44af62\" stroke=\"rgba(0,0,0,0)\" stroke-miterlimit=\"10\" stroke-width=\"1\"\/>\n                    <\/svg><span class=\"item\">AEPJP. 2015. Valoracion de arboles ornamentarles &#8211; Norma Granada. Asociaci\u00f3n Espa\u00f1ola de Parques y Jardines P\u00fablicos; Asociaci\u00f3n Espa\u00f1ola de Arboricultura<\/span><span class=\"item\">Info. 2018. Pre\u00e7o de \u00e1rvores de viveiro \u2013 Dispon\u00edvel <a href=\"http:\/\/www.geradordeprecos.info\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Pre\u00e7o de \u00e1rvores de viveiro\">aqui<\/a><\/span><span class=\"item\">Manion, P.D. 1991. Tree Disease Concepts Prentice-Hall Inc.<\/span><span class=\"item\">C\u00e2mara Municipal de Penacova. 2018 \u2013 Dispon\u00edvel <a href=\"http:\/\/www.cm-penacova.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"C\u00e2mara Municipal de Penacova\">aqui<\/a><\/span><span class=\"item\">Madeira, S. LM Martins e J. J. Sousa. 2016. Levantamentos UAV no apoio ao projeto para a \u201cMelhoria da condi\u00e7\u00e3o envolvente ao Freixo Duarte d\u2019 Armas\u201d. In: I Semin\u00e1rio Internacional UAV, Lisboa, 3-4 mar\u00e7o, pp 93-102.<\/span><span class=\"item\">Martins, L. M. 2012. Cirurgia em sobreiro \u2013 Boticas Parque \u2013 Natureza e Biodiversidade. Vila Real, UTAD, abril, 9 pp.<\/span><span class=\"item\">Martins, L. M., C. A. Silva, H. Sousa, A. Mariano, S. Madeira, A.P. Sintra, F. Leal, J. Ferreira-Cardoso, J. Duarte, A. Rodrigues e M. C. Quintas. 2017a. O Freixo Duarte de Armas: a hist\u00f3ria e recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore. In: 8\u00ba Congresso Florestal Nacional, Viana do Castelo, 11-14 outubro, pp. 241.<\/span>\n                <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"col-lg-4\">\n<div class=\"cont\">\n                    <span class=\"item\">Martins, L. M., C. A. Silva, H. Sousa, A. Mariano, S. Madeira, A. P. Sintra, F. Leal, J. Ferreira-Cardoso, T. Pinto. 2017b. O Freixo Duarte de Armas \u2013 A Hist\u00f3ria e recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore. C\u00e2mara Municipal de Freixo de Espada \u00e0 Cinta, Universidade de Tr\u00e1s-os-Montes e Alto Douro, Instituto para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e das Florestas, LM Martins (Editor), Exoterra (Design e Impress\u00e3o), Torre de Moncorvo, 100 pp., ISBN: 978-989-704-234-8.<\/span><span class=\"item\">Martins, L. M., Jo\u00e3o Lu\u00eds Pina e maria do C\u00e9u Quintas. 2017c. O valor patrimonial do \u201cFreixo Duarte de Armas\u201d de Freixo de Espada \u00e0 Cinta. In: 2\u00ba Simp\u00f3sio SCAP de Prote\u00e7\u00e3o de Plantas; 8\u00ba Congresso da sociedade Portuguesa de Fitopatologia; 11\u00ba Encontro Nacional de Prote\u00e7\u00e3o Integrada, Santar\u00e9m, 26 e 27 de outubro, pp. S4 P54.<\/span><span class=\"item\">Martins, L. M., Lu\u00eds Santos e Humberto Machado. 2018. Interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica em espinheiro-da-Virg\u00ednia (<i>Gleditsia triacanthos<\/i>) Boticas., Tree Plus \u2013 UTAD, jan. 11 pp.<\/span><span class=\"item\">Martins, L. P. M. e Humberto Machado. 2018. Diagn\u00f3stico e interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica em glic\u00ednia da \u201cP\u00e9rgula de Penacova\u201d. Tree Plus \u2013 UTAD, mar\u00e7o 13 pp.<\/span>\n                <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liga\u00e7\u00e3o afetiva do Homem \u00e0s \u00e1rvores \u00e9 intr\u00ednseca ao resqu\u00edcio da mem\u00f3ria onde a sobreviv\u00eancia e aventura na busca de alimento faziam parte do quotidiano. Essa liga\u00e7\u00e3o \u00e9 mais vincada nos exemplares mais velhos por poderem guardam mem\u00f3rias a epis\u00f3dios com v\u00ednculos pessoais ou a toda uma comunidade. <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-218","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=218"}],"version-history":[{"count":31,"href":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":445,"href":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218\/revisions\/445"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/15\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}