{"id":4676,"date":"2024-11-11T12:00:00","date_gmt":"2024-11-11T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/veduta2024\/?p=4676"},"modified":"2024-12-11T15:03:46","modified_gmt":"2024-12-11T15:03:46","slug":"o-apelido-abreu-em-guimaraes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/o-apelido-abreu-em-guimaraes\/","title":{"rendered":"A propriedade e as redes de parentesco como fator determinante para a fixa\u00e7\u00e3o do apelido Abreu em Guimar\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p>Quem em finais do s\u00e9culo passado consultasse uma lista telef\u00f3nica do concelho de Guimar\u00e3es iria encontrar apelido centenas de pessoas \u201cAbreu\u201d. Poder\u00e1 ser temer\u00e1rio afirmar que toda essa gente teria um antepassado comum com esse apelido no concelho de Guimar\u00e3es. Temer\u00e1rio, mas n\u00e3o absurdo. Aos descendentes deste tronco comum que usaram Abreu como apelido juntam-se os afilhados e criados dos diversos ramos desta fam\u00edlia que, ao longo dos s\u00e9culos, podem ter adotado o apelido dos seus padrinhos e patr\u00f5es, uma pr\u00e1tica que muito embora n\u00e3o fosse gen\u00e9rica por vezes acontecia. A estes juntam-se tamb\u00e9m aqueles que n\u00e3o tendo \u201cAbreu\u201d como apelido descendem desta fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>Como come\u00e7a esta hist\u00f3ria?<\/h2>\n<p>Quando no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI Pedro Gon\u00e7alves e Isabel de Abreu granjeavam o Casal do Outeiro (em S\u00e3o Martinho de Candoso), talvez soubessem que a fertilidade e dimens\u00e3o das terras que possu\u00edam poderia estar na origem de um processo de ascens\u00e3o social ou, pelo menos, de um futuro que iria garantir a manuten\u00e7\u00e3o de um determinado estatuto social<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Como nos explica magistralmente Nuno Daupias d\u2019Alcochete em \u201cPrincipalidade\u201d, \u201co jornaleiro que, merc\u00ea de circunst\u00e2ncias favor\u00e1veis, tinha conseguido atingir o estado de lavrador ou de oficial de um of\u00edcio mec\u00e2nico, ambicionaria deixar aos seus bens de raiz que lhes assegurassem a considera\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Porque n\u00e3o um ou mais netos ordenados padres? Isso dava proje\u00e7\u00e3o no meio. O neto que herdasse as fazendas podia j\u00e1 aspirar, merc\u00ea da influ\u00eancia dos irm\u00e3os eclesi\u00e1sticos, a ser tido como uma das boas fam\u00edlias do lugar. Os filhos deste \u00faltimo entrariam para a governan\u00e7a do concelho ou seriam chamados aos postos da mil\u00edcia. Para estes cargos era j\u00e1 exigida nobreza ou pelo menos n\u00edvel social. As aspira\u00e7\u00f5es seguintes dos bisnetos seriam a carta de Familiar do Santo Of\u00edcio, ordens sacras para um dos seus filhos, a carreira das armas (\u2026) para outro, uma licenciatura e um lugar de letras para um terceiro. O segundo, o militar, poderia aspirar vir a receber, por exemplo, o h\u00e1bito de Cristo (\u2026). De regresso ao seu concelho, este oficial (\u2026) ascenderia nos quadros da mil\u00edcia e nos da governan\u00e7a. Se o processo evolutivo n\u00e3o se alterar os tr\u00eas terceiros netos do nosso jornaleiro ser\u00e3o desta forma j\u00e1 membros da nobreza local, pessoas principais entre os seus (\u2026). Bem entendido, a evolu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser mais r\u00e1pida (\u2026) se, por exemplo, a meio do processo evolutivo, um dos membros for para Lisboa ou para o Porto e negociar no grosso trato. Uma carta de Familiar, um h\u00e1bito de Cristo (\u2026) ir\u00e3o acelerar a promo\u00e7\u00e3o deste negociante.\u00a0 A seu filho, feita a prova de que a mercancia do pai era honrada e que os av\u00f3s eram lavradores que viviam de sua fazenda, o de pugnar a carta de armas. Os cargos da governan\u00e7a, os of\u00edcios de escrivania ou de tabelionato forma de todos os tempos um meio simult\u00e2neo de adquirir e conservar nobreza (&#8230;). Exercer os cargos municipais, ser escriv\u00e3o do tribunal ou da provedoria, ser tabeli\u00e3o, ser funcion\u00e1rio r\u00e9gio em suma, equivalia a ser pessoa em destaque entre os principais do concelho (\u2026)\u201d. Eram estes os caminhos para a ascen\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\">Voltemos ao Casal do Outeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\">Pedro Gon\u00e7alves e Isabel de Abreu foram pais de Salvador Gon\u00e7alves, Catarina de Abreu e de Francisco Gon\u00e7alves. \u00c9 de notar que em todos os ramos, isto \u00e9, nos netos de Pedro Gon\u00e7alves e de Isabel de Abreu, o apelido Abreu foi sobrevivendo, muito embora a via feminina pelo qual seguiu n\u00e3o o fizesse adivinhar.<\/p>\n<p class=\"indent\">Os filhos de Pedro Gon\u00e7alves e de Isabel de Abreu seguiram caminhos distintos. Francisco Gon\u00e7alves dedica-se ao of\u00edcio de sapateiro a sua irm\u00e3, Catarina de Abreu, casa com Miguel Pires, tamb\u00e9m sapateiro. J\u00e1 por Salvador Gon\u00e7alves, de que falaremos adiante, fica a liga\u00e7\u00e3o a S. Martinho de Candoso e \u00e0 terra pois casa com uma herdeira do Casal do Reboto naquela freguesia (no que ter\u00e1 sido um casamento de pessoas de semelhante condi\u00e7\u00e3o social e econ\u00f3mica).<\/p>\n<p class=\"indent\">Detenhamo-nos um pouco em Francisco Gon\u00e7alves, sapateiro e na sua irm\u00e3, Isabel de Abreu, casada com Miguel Pires, sapateiro. Estes irm\u00e3os n\u00e3o foram apenas ou fundamentalmente gente que for\u00e7ada pela perda da posse efectiva da terra (para o irm\u00e3o mais velho, Salvador Gon\u00e7alves) se dedica a um of\u00edcio mec\u00e2nico. S\u00e3o pessoas que deixam a quinta paterna em Candoso para se fixarem na Vila de Guimar\u00e3es com algumas garantias dadas pela parte a que tinham direito no Casal do Outeiro. Em 1573<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, Isabel de Abreu, vi\u00fava de Pedro Gon\u00e7alves, faz contas com seus filhos e genros a prop\u00f3sito \u201cda fazenda que ficou de seu marido Pedro Gon\u00e7alves\u201d. Tal facto significa que os seus filhos e genro, sapateiros estabelecidos na Vila de Guimar\u00e3es, estariam providos de meios para dar bom seguimento ao seu of\u00edcio e a neg\u00f3cios associados o que, com trabalho e sorte, lhes permitiria reposicionarem-se socialmente num curto espa\u00e7o de tempo.<\/p>\n<p class=\"indent\">Para este ramo de sapateiros vale a pena olhar para a descend\u00eancia de Miguel Pires e de Catarina de Abreu que parece encaixar-se perfeitamente no modelo encontrado por Daupias d\u2019Alcochete. A sua filha Violante de Abreu casa com Gon\u00e7alo Fernandes, sapateiro, filho de lavradores propriet\u00e1rios<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\"><strong><sup>[3]<\/sup><\/strong><\/a><strong>. <\/strong>O seu filho, Jo\u00e3o de Abreu, ascende ao tabelionato e casa com Maria de Barros (oriunda de uma fam\u00edlia de Crist\u00e3os Novos). O seu neto, Jer\u00f3nimo de Abreu, tamb\u00e9m tabeli\u00e3o, casa com Isabel Melo da Silva e, com este casamento e nesta fase, a fam\u00edlia j\u00e1 se encontra no seio da nobreza ordin\u00e1ria. A parte que em finais do s\u00e9culo XVI lhes coube das terras do Casal do Outeiro e o impulso que essas terras ou dinheiro lhes deu nos of\u00edcios e no com\u00e9rcio foram o suficiente para que, logo no s\u00e9culo XVII, se habilitassem no tabelionato, um cargo de prest\u00edgio que rapidamente abriu as portas a este ramo para um casamento com gente de nobreza reconhecida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\">Pela descend\u00eancia de Salvador Gon\u00e7alves de Abreu, filho de Isabel de Abreu e de Pedro Gon\u00e7alves, os primitivos senhores do Casal do Outeiro em Candoso, segue a descend\u00eancia do ramo desta fam\u00edlia que manteve uma maior liga\u00e7\u00e3o \u00e0 terra e a S\u00e3o Martinho de Candoso, bem como \u00e0s freguesias vizinhas.\u00a0 Na descend\u00eancia de Salvador Gon\u00e7alves de Abreu e de sua mulher Joana Silva (do Casal da V\u00e1rzea em S. Martinho de Candoso) vamos encontrar uni\u00f5es com diversos propriet\u00e1rios e propriet\u00e1rias de casais da mesma freguesia e das freguesias vizinhas e, nas gera\u00e7\u00f5es seguintes, liga\u00e7\u00f5es \u00e0 Vila de Guimar\u00e3es e ao seu com\u00e9rcio e of\u00edcios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\">A propriedade m\u00e3e, o Outeiro, manteve-se sempre no seio da principalidade da freguesia de Candoso, em posse de lavradores abastados, que trabalhavam bens pr\u00f3prios, por si e seus criados, condi\u00e7\u00e3o que \u00e0 luz dos crit\u00e9rios de mobiliza\u00e7\u00e3o social, exclu\u00eda a condi\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, motivo de exclus\u00e3o no acesso aos patamares da nobreza do reino.<\/p>\n<p class=\"indent\">Violante de Abreu, filha de Sebasti\u00e3o Gon\u00e7alves e de sua mulher Joana da Silva, nascida no Outeiro cerca de 1548, a\u00ed falecida a 22-out-1599, casou ca. 1577 com Francisco Fontes, nascido no casal de Bou\u00e7\u00f3s, Barrosas (Santa Eul\u00e1lia), Vizela, ca. 1545, falecido no casal do Outeiro, Candoso (S\u00e3o Martinho), 04-maio-1630, filho de Francisco Pires e de sua mulher Catarina Gon\u00e7alves j\u00e1 defuntos moradores que foram em Bou\u00e7\u00f3s da freguesia de Santa Eul\u00e1lia de Barrosas. Deste casamento sucedeu na propriedade paterna Francisco de Abreu, nascido no casal do Outeiro, Candoso (S\u00e3o Martinho), Guimar\u00e3es, 30-mar-1592 e casado com Apol\u00f3nia Lu\u00eds. Estes, dotam a propriedade do Outeiro em sua filha Maria de Abreu num casamento por cambo que a casa do Outeiro faz com a casa do Pr\u00e9stimo, em Santiago de Candoso, tamb\u00e9m casa abastada da principalidade entre lavradores. Assim, Maria de Abreu casa a 06-jun-1666 com Francisco Dias, sucedendo no outeiro, e sua irm\u00e3 mais nova Ana de Abreu casa com Domingos Dias, irm\u00e3o de Francisco Dias, e sucede numa das vidas do casal do Pr\u00e9stimo onde fixa resid\u00eancia, na descend\u00eancia de ambas entroncam muitas importantes linhagens<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<p class=\"indent\">Continuando a sucess\u00e3o da propriedade m\u00e3e, o Outeiro, Francisco Dias e sua esposa Maria de Abreu, nomeiam a sucess\u00e3o no primog\u00e9nito, Ant\u00f3nio de Abreu, a\u00ed nascido, batizado a 08-dez-1671, casado em Silvares, a 20-abr-1704, com Jer\u00f3nima Vaz, nascida no casal de e Alpipe da Laje, batizada a 10-mar-1665, filha de Jo\u00e3o \u00c1lvares e de sua mulher Catarina Jorge.<\/p>\n<p class=\"indent\">A estes, sucedeu ma propriedade do Outeiro de Baixo, seu filho, Domingos de Abreu, nascido a 01-ago-1706, casado em Silvares (Santa Maria), Guimar\u00e3es, a 23-abr-1727, com Ana Maria da Costa, natural da fazenda da Murta, filha de Jer\u00f3nimo Rodrigues e de sua mulher Domingas da Costa. Dos seis filhos havidos deste casamento, todos estabelecem cons\u00f3rcios com as casas principais de diversas freguesias do concelho, Maria Josefa de Abreu, primog\u00e9nita, vai casar a Bou\u00e7\u00f3s, com Manuel Fernandes Branco lavrador da principalidade, senhor do casal de Bou\u00e7\u00f3s e de \u00bc do Assento de Caldelas, filho de Santos Gomes e de Maria Fernandes (e irm\u00e3o do padre Bento Fernandes Branco). Ant\u00f3nio de Abreu, secundog\u00e9nito, casar\u00e1 a 24-set-1791, tamb\u00e9m em Caldelas, com Francisca Teresa da Concei\u00e7\u00e3o, filha de Jo\u00e3o Ribeiro e de Josefa de Sousa do casal de Alvite. Ana Maria da Costa, terceira filha, casar\u00e1 a 09-jan-1765, com Domingos Coelho de Ara\u00fajo, natural de Santa Maria de Oliveira, Vila Nova de Famalic\u00e3o, filho de Domingos Coelho e de sua mulher Josefa de Ara\u00fajo, senhores do casal de Real, propriedade da principalidade. Lu\u00edsa Josefa de Abreu, quarta filha, casa a 12-jun-1766, com Ant\u00f3nio Mendes de Ara\u00fajo, moradores nos moinhos do Rizo, em Candoso (S\u00e3o Martinho), filho de Cipriano de Ara\u00fajo lavrador e moleiro e de sua mulher Jer\u00f3nima Mendes, casa que recebeu heran\u00e7a brasileira de Francisco Mendes de Ara\u00fajo, solteiro, morto no Rio de Janeiro, irm\u00e3o do noivo<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. Do quinto filho, Manuel, ignoramos o\u00a0 percurso (se sobreviveu \u00e0 inf\u00e2ncia, \u00e9 bem prov\u00e1vel que tivesse sa\u00eddo da terra, quem sabe atravessado o Atl\u00e2ntico). Por \u00faltimo, o sexto filho, foi eleito para suceder na propriedade paterna, Jo\u00e3o de Abreu, lavrador abastado da principalidade, nascido a 20-maio-1740, casou na mesma freguesia a 12-dez-1776, com Maria Josefa de Abreu, nascida no casal do Outeiro de Cima, propriedade cong\u00e9nere, filha de Ant\u00f3nio de Abreu e de sua mulher Josefa Maria de Abreu, esta \u00faltima, sucessora no Outeiro de Cima que herdara de seus pais Francisco de Abreu e de sua mulher Catarina Pereira. Francisco de Abreu era filho de Jo\u00e3o de Abreu<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> e de sua mulher Maria Vaz, senhores do casal do Outeiro de Cima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\">Entre os filhos de Jo\u00e3o de Abreu e Maria Josefa de Abreu destacam-se: Jos\u00e9 Joaquim de Abreu Cardoso propriet\u00e1rio abastado e Cavaleiro da Ordem de Cristo e o padre Domingos Ant\u00f3nio de Abreu.<\/p>\n<p class=\"indent\">A divis\u00e3o da casa do Outeiro em Outeiro de Cima e Outeiro de Baixo, havia ocorrido na descend\u00eancia de Francisco Fontes e sua mulher Violante de Abreu, que dotam dois dos seus filhos com a mesma propriedade, dividindo-a em Outeiro de Cima e Outeiro de Baixo. Para a filha a sua filha Ana de Abreu casada com Manuel Fernandes segue o Outeiro\u00a0\u00a0 que casam dois dos dois filhos da propriedade, o Outeiro de Cima fica para sua filha Ana de Abreu, casada com Manuel Fernandes; o Outeiro de Baixo fica para seu irm\u00e3o Francisco de Abreu casado com Apol\u00f3nia Lu\u00eds. A propriedade volta a unir-se no casamento de Jo\u00e3o de Abreu, senhor do casal do Outeiro de Baixo (descendente de Francisco de Abreu e de Apol\u00f3nia Lu\u00eds), com Maria Josefa de Abreu, senhora herdeira do casal do Outeiro de Baixo (descendente de Maria de Abreu e de Manuel Fernandes).<\/p>\n<p class=\"indent\">A Jo\u00e3o de Abreu, lavrador abastado da principalidade e a sua mulher Maria Josefa de Abreu, sucede na unida propriedade do Outeiro o capit\u00e3o Jos\u00e9 Joaquim de Abreu Cardoso, cavaleiro da Ordem de Cristo. Jos\u00e9 Joaquim de Abreu Cardoso, senhor do Outeiro, foi Alferes da 6\u00aa Companhia do Regimento de Mil\u00edcias de Braga durante a Guerra Peninsular. Mais tarde seria Capit\u00e3o (provavelmente de Mil\u00edcias), Cavaleiro da Ordem de Cristo e, por ter herdado ou adquirido a quinta do Reboto, em Candoso (S\u00e3o Martinho) ficou conhecido como o Capit\u00e3o do Reboto. Foi Vereador e Presidente da C\u00e2mara de Guimar\u00e3es e Administrador do Concelho<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p class=\"indent\">O senhor do Outeiro, Jos\u00e9 Joaquim de Abreu Cardoso, propriet\u00e1rio abastado e Cavaleiro da Ordem de Cristo, nasceu na propriedade de seus maiores a 18-fev-1786. Casou, em S\u00e3o Sebasti\u00e3o, Guimar\u00e3es, a 21-abr-1822, com Dona Cust\u00f3dia Miquelina da Costa, nascida idem, a 01-ago-1802, filha leg\u00edtima de Diogo Martins da Costa, importante negociante de l\u00e3 e sedas da vila de Guimar\u00e3es e de sua mulher Dona Rosa Maria da Costa Mendes.<\/p>\n<p class=\"indent\">Deste matrim\u00f3nio nasceu a 02-out-1825, a Senhora Cam\u00edlia Rosa de Abreu Cardoso na casa do Outeiro, de quem foi herdeira e senhora. Casou em Penso (Santo Est\u00eav\u00e3o), a 21-abr-1858, com Jos\u00e9 Narciso de Ara\u00fajo Moura e Castro, filho de Ant\u00f3nio Avelino de Ara\u00fajo e Castro e de sua mulher Ana Maria dos Anjos Moura e Chaves.<\/p>\n<p class=\"indent\">A este, sucedeu na sua quinta e casa do Outeiro, seu filho, Eduardo Augusto de Ara\u00fajo Moura e Castro, nascido na quinta do Ribeiro, em Brito (S\u00e3o Jo\u00e3o), a 13-jan-1860. Casou em Ronfe (Santiago), a 19-jun-1882, com Dona Ludovina Lopes Cardoso, filha de Jos\u00e9 Lopes Cardoso, natural de Ronfe (S\u00e3o Tiago) e de Serafina Rosa, natural de Brito.<\/p>\n<p class=\"indent\">O Outeiro continua nesta gera\u00e7\u00e3o, pelo filho dos anteriores, Jos\u00e9 Firmino de Ara\u00fajo Moura e Castro, que casou em Silvares (Santa Maria), a 23- nov-1905<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, com Dona Maria Ribeiro de Abreu, de quem obteve dispensa no quarto grau de consanguinidade, natural, esta, da abastada e rica casa do Sendelo, filha de Ant\u00f3nio Ribeiro de Abreu natural desta freguesia e de Dona Ana Ribeiro natural da freguesia de S\u00e3o Jo\u00e3o de Ponte, que tamb\u00e9m traziam sangue dos Abreu<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p class=\"indent\">No s\u00e9culo XX a quinta do Outeiro, entra na posse da filha dos anteriores, Dona Serafina Rosa de Moura e Castro, senhora das quintas do Ribeiro em Brito e do Outeiro em Candoso, nascida no Ribeiro a 22-dez-1908, casada idem, a 24-mar-1927, com Alfredo Correia da Cunha Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_4698\" aria-describedby=\"caption-attachment-4698\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4698\" src=\"http:\/\/veduta.aoficina.pt\/veduta2024\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-1.jpg 1200w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4698\" class=\"wp-caption-text\">Casa do Outeiro, Candoso (S\u00e3o Martinho), Guimar\u00e3es<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_4699\" aria-describedby=\"caption-attachment-4699\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4699\" src=\"http:\/\/veduta.aoficina.pt\/veduta2024\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-2.jpg 1200w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-2-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4699\" class=\"wp-caption-text\">Casa do Outeiro, Candoso (S\u00e3o Martinho), Guimar\u00e3es<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\">S\u00e3o v\u00e1rios os caminhos dos Abreu em Guimar\u00e3es. Casos de grande ascens\u00e3o social (como vimos no caso da descend\u00eancia de Miguel Pires e de Catarina de Abreu), manuten\u00e7\u00e3o do estatuto social (atrav\u00e9s da manuten\u00e7\u00e3o da propriedade principal, o Casal do Outeiro, na fam\u00edlia, mais precisamente na descend\u00eancia de Violante de Abreu), gente que deixou Guimar\u00e3es em busca de uma vida melhor (saindo ao longo dos s\u00e9culos para as grandes cidades e para o Brasil) e uma pl\u00eaiade de situa\u00e7\u00f5es mais ou menos felizes em que o amparo da terra e dos parentes bem como o exerc\u00edcio (com mais ou menos sucesso) do com\u00e9rcio e dos of\u00edcios ter\u00e1 sido determinante para a fixa\u00e7\u00e3o das pessoas (e do apelido) no concelho de Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Caso de estudo: Casal do Assento de Nespereira, palco de um conflito familiar?<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi referido, o casal do Outeiro seguiu por via feminina, na pessoa de Violante de Abreu, que ali deixaria grande gera\u00e7\u00e3o. O seu irm\u00e3o, Pedro Gon\u00e7alves de Abreu, viria a contrair matrim\u00f3nio com Maria Mendes, herdeira do importante casal de Bugalh\u00f3s na freguesia de Mascotelos. Deste casal nasceria Senhorinha Mendes de Abreu, casada em primeiras n\u00fapcias<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> com Lu\u00eds Fernandes, senhor do Casal do Assento de Nespereira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\">Dos filhos de Lu\u00eds Fernandes e Senhorinha Mendes de Abreu vamos centrar-nos em Lu\u00eds de Abreu pois \u00e9 ele quem herda o Casal do Assento. Lu\u00eds de Abreu casa a 28 de dezembro de 1663 com Catarina de Novais de Campos, filha legitimada<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> do Padre Cosme Mendes de Campos, Vig\u00e1rio de Santa Eul\u00e1lia de Nespereira (que celebrou o casamento da filha) e de Ana Mendes, solteira, do casal de Fofe, Mes\u00e3o Frio (S\u00e3o Rom\u00e3o).\u00a0 Catarina Novais de Campos n\u00e3o era possuidora de nenhum casal ou propriedade. \u00c9 por isso prov\u00e1vel que o seu pai, o Padre Cosme Mendes de Campos, a tivesse dotado com uma quantia que de alguma forma se equiparasse a valor do que Lu\u00eds de Abreu trouxe para o casamento (referimo-nos ao Casal do Assento e a outras propriedades r\u00fasticas em Nespereira). Muito embora nada se saiba sobre o dote de Catarina Novais de Campos, sabe-se alguma coisa sobre o posicionamento social da sua fam\u00edlia. Os Novais de Campos gozavam de algum prest\u00edgio social na regi\u00e3o uma vez que pelo ramo Novais estavam ligados a uma conhecida fam\u00edlia de propriet\u00e1rios (no concelho de Montelongo, hoje Fafe) e pelo lado Campos descenderiam de Br\u00e1s ou Baltazar de Campos, Capit\u00e3o-Mor do Couto de Refojos de Basto<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>. A influ\u00eancia do Padre Cosme Mendes de Campos, Vig\u00e1rio de Nespereira, na freguesia n\u00e3o ter\u00e1 sido alheia ao arranjo deste casamento. Convir\u00e1 tamb\u00e9m recordar que o Padre Cosme Mendes de Campos tinha um percurso assinal\u00e1vel como eclesi\u00e1stico (foi p\u00e1roco de Estor\u00e3os, Ar\u00f5es, etc.) e que outros familiares pr\u00f3ximos que viviam em Guimar\u00e3es<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> podem ter contribu\u00eddo de alguma forma para que este enlace chegasse a bom porto.<\/p>\n<p class=\"indent\">Sabemos que Lu\u00eds de Abreu e Catarina Novais de Campos viviam dos proventos do seu Casal do Assento (que entrou formalmente na sua posse em 1665) e que chegaram a adquirir terras na freguesia (a propriedade de Alvarinho). Tinham ent\u00e3o terras e criados e seria de esperar que tivessem uma vida folgada n\u00e3o fosse o caso de Lu\u00eds de Abreu contrair um empr\u00e9stimo junto de Paulo Borges (da Quinta de La\u00e7os)<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> o que pode indiciar apenas alguma necessidade ocasional (para a concretiza\u00e7\u00e3o de algum neg\u00f3cio) ou dificuldades financeiras mais profundas.<\/p>\n<p class=\"indent\">Dos seus filhos, apenas o mais velho, Gaspar de Abreu, vai manter o apelido paterno. As outras filhas, Isabel, Maria, Paula e o filho In\u00e1cio usam o apelido materno, Novais de Campos (o que parece comprovar a import\u00e2ncia desta fam\u00edlia). Pouco sabemos da inf\u00e2ncia desta gera\u00e7\u00e3o. Contudo, atrav\u00e9s da an\u00e1lise da assinatura estilizada de In\u00e1cio Novais de Campos, percebemos que ter\u00e3o tido algum tipo de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"indent\">Como estrat\u00e9gia de reprodutibilidade e ascens\u00e3o social, Lu\u00eds de Abreu e Catarina Novais de Campos ter\u00e3o usado duas t\u00e1ticas diferentes. Para o filho mais velho, Gaspar de Abreu, arranjam casamento com Maria Alves Salgado que tr\u00e1s para a fam\u00edlia um casal em Sezim (na mesma freguesia) que pertencia aos seus pais<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>. O casamento foi celebrado em Nespereira a 2 de dezembro de 1709. Muito embora n\u00e3o tenhamos encontrado o dote deste casal \u00e9 leg\u00edtimo presumir que Gaspar de Abreu se tenha dotado com uma maquia significativa (que, de alguma forma, se equiparasse ao casal de Sezim do qual tomaria posse em 1727).<\/p>\n<p class=\"indent\">Para as meninas, Lu\u00eds de Abreu e Catarina Novais de Campos tra\u00e7aram uma estrat\u00e9gia diferente: arranjaram-lhes casamentos com descendentes da pequena nobreza.\u00a0 Em 1690 contratam o casamento da sua filha Isabel com Manuel Ferreira de Miranda, oriundo de Vila Cova (em Fafe). Casaram na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, em Guimar\u00e3es. Viveram algum tempo em Nespereira. Tiveram descend\u00eancia e fixaram-se em Vila Cova, no lugar da Pereirinha onde Manuel Ferreira Miranda viria a morrer em 1720. Manuel Ferreira de Miranda era filho de Jo\u00e3o Ribeiro e de sua mulher Catarina Ferreira de Miranda, esta nascida em Vila Cova filha de Sebasti\u00e3o Navarro, cavaleiro fidalgo, e de sua mulher Isabel de Miranda de Azevedo<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"indent\">Maria casou a 30 de agosto de 1690 com Domingos da Silva, filho do c\u00e9lebre Abade da Lagiosa Manuel da Silva e Menezes<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> . De Domingos da Silva e Maria de Novais de Campos sabemos apenas que tiveram uma filha, Paula nascida em Nespereira.<\/p>\n<p class=\"indent\">Paula Novais de Campos viria a casar em Nespereira, a 20 de junho de 1701, com Miguel Leite Brand\u00e3o, filho do Reverendo Rafael Leite Brand\u00e3o<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> (que assistiu ao casamento do filho). Dotada com o Casal do Assento, a casa e propriedade onde viviam os seus pais, percebe-se que foi em Paula que os pais apostaram para consolidar e, quem sabe, ampliar o estatuto social da fam\u00edlia bem como, segundo cremos, os amparar na velhice. Quando em 1709 nasce um neto, Miguel, as aspira\u00e7\u00f5es desta fam\u00edlia e gera\u00e7\u00e3o parecem garantidas. Contudo tal n\u00e3o se viria a verificar.<\/p>\n<p class=\"indent\">Algo de muito grave se ter\u00e1 passado no Assento de Nespereira. A 13 de janeiro de 1719 morre com todos os sacramentos no seu Casal do Assento Lu\u00eds de Abreu. No seu assento de \u00f3bito nada de estranho h\u00e1 a registar. Apenas uma pequena curiosidade: o Padre, Jo\u00e3o Ribeiro Saldanha, fez quest\u00e3o de anotar o facto de Lu\u00eds de Abreu ser seu \u201cvizinho quasi de porta\u201d, o que era verdade pois, tanto quanto julgamos saber, o Assento \u00e9 o \u201ccasar\u00e3o\u201d que ainda hoje existe junto \u00e0 Igreja paroquial de Nespereira.<\/p>\n<p class=\"indent\">O que viria a acontecer ap\u00f3s a morte de Lu\u00eds de Abreu marca o fim da normalidade que aparentemente se vivia no Assento de Nespereira e naquela fam\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"indent\">Paula morre no Assento em 1720, contudo o averbamento do seu \u00f3bito \u00e9 feito apenas em 1725 a pedido do seu filho Miguel Leite [Brand\u00e3o]. O seu marido, Miguel Leite Brand\u00e3o, morre um ano depois, em 1721, \u201cno convento dos Frades Jer\u00f3nimos da Villa de Guimar\u00e3es\u201d onde era \u201ccomensal\u201d e deixa por seu universal herdeiro Ant\u00f3nio Vaz da Silva, do Casal de Arrochela em Nespereira. Tal como aconteceu com a sua mulher, o assento de \u00f3bito s\u00f3 \u00e9 averbado em Nespereira em 1725.<\/p>\n<p class=\"indent\">A separa\u00e7\u00e3o da mulher e o facto de, na pr\u00e1tica, ter deserdado o seu filho mais velho, demonstram a gravidade da situa\u00e7\u00e3o. O filho primog\u00e9nito e herdeiro de Paula Novais de Campos e de Miguel Leite Brand\u00e3o n\u00e3o desiste dos seus direitos. Deixa cair um dos apelidos paternos (assinar\u00e1 apenas Miguel Leite) mas mant\u00e9m a vontade de lutar pelo que \u00e9 seu por direito. D\u00e1 in\u00edcio a uma demanda em que procura anular o testamento do pai (ou pelo menos a parte que dizia respeito \u00e0 sucess\u00e3o no Casal do Assento). A Rela\u00e7\u00e3o do Porto d\u00e1-lhe raz\u00e3o por senten\u00e7a dada a 28 de julho de 1735. A priva\u00e7\u00e3o dos rendimentos do Casal do Assento durante quase 15 anos bem como os custos do processo devem ter empobrecido consideravelmente esta fam\u00edlia. Ainda assim o Casal do Assento continuou na posse da fam\u00edlia e, em 1815, era propriedade de Manuel Leite de Abreu (que supomos ser bisneto de Miguel Leite)<a href=\"#_edn19\" name=\"_ednref19\"><sup>[19]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p class=\"indent\">At\u00e9 agora n\u00e3o foi poss\u00edvel saber o que esteve na g\u00e9nese deste conflito familiar que, ao que parece, ter\u00e1 afetado mais do que um ramo da fam\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"indent\">Em mar\u00e7o de 1720 morre em Vila Cova (Fafe) Manuel Ferreira de Miranda, marido de Isabel Novais de Campos. Pelo seu assento de \u00f3bito conseguimos perceber que n\u00e3o teria grandes bens (o que se infere pela aus\u00eancia de testamento). Em 1752 morre um dos filhos do casal, In\u00e1cio, a quem apenas se deu o sacramento da extrema-un\u00e7\u00e3o por \u201candar doudo h\u00e1 muitos anos\u201d. Em 1758 morre Isabel. O registo de \u00f3bito dissipa qualquer d\u00favida sobre a condi\u00e7\u00e3o social da fam\u00edlia: Isabel \u201cn\u00e3o fez testamento nem deixou nada por sua alma por ser pobre\u201d.<\/p>\n<p class=\"indent\">A 28 de janeiro de 1759 morre em Nespereira Gaspar de Abreu<a href=\"#_edn20\" name=\"_ednref20\"><sup>[20]<\/sup><\/a> (filho de Lu\u00eds de Abreu e genro de Miguel Leite Brand\u00e3o). Como j\u00e1 foi referido, havia herdado de seu sogro um Casal em Sezim. Por isso \u00e9 com surpresa que no seu assento de \u00f3bito se l\u00ea que \u201cn\u00e3o fez testamento por ser pobre e por andar mendigando (\u2026) enquanto pode e depois andaram seus filhos a ajudar a sustentar enquanto viveu\u201d. \u00c0 pobreza expl\u00edcita no \u00f3bito junta-se a indiferen\u00e7a dos filhos que, do que se depreende da leitura do assento de \u00f3bito, deixaram que o pai se tornasse um mendigo s\u00f3 o tendo ajudado quando este ficou incapacitado. O casal em Sezim de que era senhor saiu das suas m\u00e3os em 1744 (tendo passado para Manuel de Freitas do Amaral e Melo, que o juntou a um outro casal no mesmo lugar<a href=\"#_edn21\" name=\"_ednref21\"><sup>[21]<\/sup><\/a>) e muito provavelmente, desse per\u00edodo em diante, Gaspar de Abreu caiu na pobreza. Sabemos que um dos seus filhos, Andr\u00e9 de Abreu, vivia na Vila de Guimar\u00e3es onde devia dedicar-se ao com\u00e9rcio e aos neg\u00f3cios. Anos antes de Gaspar de Abreu perder a propriedade em Sezim, a mulher de Andr\u00e9 de Abreu ter\u00e1 recebido uma fortuna consider\u00e1vel de um parente com neg\u00f3cios no Brasil<a href=\"#_edn22\" name=\"_ednref22\"><sup>[22]<\/sup><\/a> o que deixou a fam\u00edlia numa boa situa\u00e7\u00e3o financeira. O facto de n\u00e3o ter ajudado o pai e ter permitido que este ca\u00edsse na mendicidade sugere que havia um conflito entre Gaspar de Abreu e o seu filho Andr\u00e9.<\/p>\n<p class=\"indent\">Anos antes, em 1730 morreu no Casal do Assento Catarina Novais de Campos, vi\u00fava de Lu\u00eds de Abreu. Foi sepultada dentro da Igreja \u201cjunto ao altar de Santo Ant\u00f3nio, debaixo do taburno e vieiras (\u2026)\u201d. Morreu no seu Casal do Assento de Nespereira no meio de um conflito familiar intenso. Supomos que ao fechar os olhos teria plena consci\u00eancia que o sonho que um dia teve para a sua fam\u00edlia estava j\u00e1 irremediavelmente perdido. Apesar de tudo o Assento ficou na fam\u00edlia at\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p class=\"indent\">E o seu sangue ainda corre em Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<figure id=\"attachment_4700\" aria-describedby=\"caption-attachment-4700\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4700\" src=\"http:\/\/veduta.aoficina.pt\/veduta2024\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-3.jpg 1200w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-3-300x225.jpg 300w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-3-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-3-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4700\" class=\"wp-caption-text\">Casa do Assento, Nespereira (Santa Eul\u00e1lia), Guimar\u00e3es<\/figcaption><\/figure><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<figure id=\"attachment_4701\" aria-describedby=\"caption-attachment-4701\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4701\" src=\"http:\/\/veduta.aoficina.pt\/veduta2024\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-4.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-4.jpg 1200w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-4-300x225.jpg 300w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-4-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2-4-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4701\" class=\"wp-caption-text\">Casa do Assento, Nespereira (Santa Eul\u00e1lia), Guimar\u00e3es<\/figcaption><\/figure><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem em finais do s\u00e9culo passado consultasse uma lista telef\u00f3nica do concelho de Guimar\u00e3es iria encontrar apelido centenas de pessoas \u201cAbreu\u201d. 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