{"id":4678,"date":"2024-11-11T11:00:34","date_gmt":"2024-11-11T11:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/veduta2024\/?p=4678"},"modified":"2024-12-11T14:52:20","modified_gmt":"2024-12-11T14:52:20","slug":"genealogia-sem-segredos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/genealogia-sem-segredos\/","title":{"rendered":"Democratizar a Genealogia: desvendando o projecto \u201cGenealogia sem segredos\u201d"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 precisamente dez anos, num grupo de entreajuda sobre Genealogia nas redes sociais, anunciei a prepara\u00e7\u00e3o de uma forma\u00e7\u00e3o com caracter\u00edsticas ligeiramente diferentes daquelas que haviam sido leccionadas em anos anteriores por outros genealogistas, com a particularidade de a nova forma\u00e7\u00e3o vir a ser apoiada por um manual especificamente concebido.<\/p>\n<p class=\"indent\">Vicissitudes v\u00e1rias fizeram com que o livro \u201cDescubra as suas origens\u201d, escrito em parceria com a historiadora Cristina Moscatel, tivesse sido publicado apenas no Outono de 2016, pela editora \u201cA Esfera dos Livros\u201d. Por conseguinte, a primeira forma\u00e7\u00e3o que dei sobre Genealogia decorreu somente em 2017.<\/p>\n<p class=\"indent\">Na verdade, n\u00e3o foi bem a primeira experi\u00eancia formativa em Genealogia, pois tive a honra de participar, como um dos oradores convidados, no 1.\u00ba Curso de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Fam\u00edlia, realizado na Universidade Moderna do Porto. O tema que ent\u00e3o abordei foi o da tumul\u00e1ria familiar. Est\u00e1vamos em Janeiro de 2002. O perfil mais comum de quem, nessa \u00e9poca, participava como aluno; o pr\u00f3prio perfil de quem ent\u00e3o fazia Genealogia, eram bem diferentes do que hoje sucede. Est\u00e1vamos nos tempos iniciais do f\u00f3rum \u201cGenea\u201d (posterior \u201cGeneall\u201d), que foi talvez o projecto de Genealogia mais importante em Portugal na primeira d\u00e9cada do S\u00e9culo XXI. Tinha quase tudo para continuar a s\u00ea-lo na d\u00e9cada seguinte, mas foi esse \u201cquase\u201d que ditou precisamente o contr\u00e1rio: hoje, quem come\u00e7a a pesquisar uma qualquer fam\u00edlia portuguesa, j\u00e1 raramente elege o Geneall como s\u00edtio de pesquisa preferencial.<\/p>\n<p class=\"indent\">Dir-se-\u00e1 que a Genealogia, efectivamente, democratizou-se. Arriscando um paralelismo algo redutor com a nossa pr\u00f3pria Hist\u00f3ria, a Genealogia como que passou do seu Antigo Regime, cingida a pergaminhos e a paneg\u00edricos, a uma esp\u00e9cie de Monarquia Constitucional, nela passando a campear tamb\u00e9m fam\u00edlias e figuras mais aburguesadas que, pela sua fortuna ou feitos, logravam ser merecedoras de pesquisa publicada. Apesar desse alargamento de \u00e2mbito, ainda h\u00e1 pouco mais de uma d\u00e9cada quase todos os genealogistas portugueses se conheciam entre si, pessoalmente, por e-mail, ou meramente por conversa no j\u00e1 aludido f\u00f3rum.<\/p>\n<p class=\"indent\">Hoje, em 2024, a maior parte dos que fazem pesquisa geneal\u00f3gica n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o se conhecem entre si, como nunca entraram num arquivo. Atrevo-me at\u00e9 a acrescentar: actualmente, um pequeno \u2013 mas crescente \u2013 grupo de pessoas que s\u00e3o pagas para prestarem servi\u00e7os que se enquadram na Genealogia, nunca entraram num arquivo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4703\" aria-describedby=\"caption-attachment-4703\" style=\"width: 1908px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4703\" src=\"http:\/\/veduta.aoficina.pt\/veduta2024\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1908\" height=\"1036\" srcset=\"https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-1.jpg 1908w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-1-300x163.jpg 300w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-1-1024x556.jpg 1024w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-1-768x417.jpg 768w, https:\/\/veduta.aoficina.pt\/18\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/3-1-1536x834.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1908px) 100vw, 1908px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4703\" class=\"wp-caption-text\">Maria da Estrela Tavares Pacheco, nascida em Ponta Delgada a 2 de janeiro de 1896 (Biblioteca P\u00fablica e Arquivo Regional de Ponta Delgada, Registo de bilhetes de identidade)<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"indent\">A Genealogia, efectivamente, democratizou-se em Portugal, mas foi perdendo as suas refer\u00eancias e tem seguido um rumo algo err\u00e1tico. Neg\u00f3cio j\u00e1 global, em que o valor das bases de dados mede-se pela quantidade e n\u00e3o pela \u201cqualidade\u201d dos indiv\u00edduos nelas mencionados, e muito menos pela fidedignidade desses dados, a Genealogia actual \u00e9 tamb\u00e9m o reflexo das motiva\u00e7\u00f5es daqueles que a procuram usar. E as motiva\u00e7\u00f5es s\u00e3o hoje muito mais numerosas e heterog\u00e9neas: desde a busca pelas ra\u00edzes, at\u00e9 \u00e0 mera certid\u00e3o que permite obter a nacionalidade portuguesa.<\/p>\n<p class=\"indent\">Pass\u00e1mos a ter uma Genealogia de matriz mais tradicional como que afogada, no meio de pr\u00e1ticas geneal\u00f3gicas que, em muitos casos, desconsideram quem eram, em que se destacaram, ou o que deixaram os nossos ancestrais; desconsidera\u00e7\u00e3o essa que tende a emergir sobretudo a partir do momento em que determinado documento encontrado serve cabalmente para provar (ou comprovar) o prop\u00f3sito \u00faltimo da pesquisa. E os prop\u00f3sitos estranhos a essa Genealogia \u201ccl\u00e1ssica\u201d s\u00e3o hoje muito mais numerosos do que eram num passado recente, ao ponto de colocarem v\u00e1rios desafios dif\u00edceis, alguns dos quais \u00f3rf\u00e3os de quem os queira, ou possa, resolver. A quest\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o \u00e9 um deles.<\/p>\n<p class=\"indent\">A Genealogia n\u00e3o est\u00e1 representada em Portugal com qualquer curso superior e, na maioria dos cursos de Hist\u00f3ria, ignora-se at\u00e9 a Genealogia como disciplina. A \u00fanica associa\u00e7\u00e3o nacional de genealogistas digna desse nome \u00e9 completamente desconhecida da vasta maioria dos que hoje pesquisam fam\u00edlias portuguesas. Bastaria este esbo\u00e7o de cen\u00e1rio para se concluir que, dentro da Genealogia em l\u00edngua portuguesa, h\u00e1 hoje quase mundos paralelos, que s\u00f3 se tocam em grupos de entreajuda nas redes sociais. S\u00e3o fundamentais estes grupos: dentro da Hist\u00f3ria, a Genealogia \u00e9 talvez a disciplina mais eminentemente colaborativa. Por\u00e9m, mesmo nos grupos mais bem administrados, o ef\u00e9mero predomina, for\u00e7ando \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o \u201cad nauseam\u201d daquilo que deveria ser \u00f3bvio. Nesses t\u00e3o necess\u00e1rios grupos, onde \u00e9 lei a boa vontade de quem responde aos nossos apelos, as informa\u00e7\u00f5es incorrectas e as estrat\u00e9gicas de pesquisa menos v\u00e1lidas aconselhadas como panaceias, nem sempre s\u00e3o cabalmente desmontadas. S\u00e3o grupos onde os palpites imperam e onde a busca de respostas esbarra quase sempre numa grande d\u00favida, de quase imposs\u00edvel esclarecimento: aquilo que nos respondem ou nos sugerem, ser\u00e1 mesmo confi\u00e1vel?<\/p>\n<p class=\"indent\">Hoje, a intelig\u00eancia artificial gera \u201clivros de fam\u00edlia\u201d a partir de \u00e1rvores geneal\u00f3gicas; ficheiros que, de livros, t\u00eam somente o grande n\u00famero de p\u00e1ginas. Hoje, h\u00e1 quem se apresente como profissional da Genealogia para fazer uns \u201clivros de fam\u00edlia\u201d que pouco diferem daqueles que s\u00e3o gerados pela intelig\u00eancia artificial. E h\u00e1 hoje, sobretudo, muitos interessados em pesquisar os pr\u00f3prios antepassados que se sentem perdidos logo \u00e0 partida: tudo parece f\u00e1cil, com tantas ferramentas e tanta informa\u00e7\u00e3o a partir do conforto do sof\u00e1 de casa; tantas bases de dados; tantos espa\u00e7os virtuais de entreajuda activos. Ao mesmo tempo, quem come\u00e7a depara-se com tantas fontes por conhecer, t\u00e3o grande dispers\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, e tanta informa\u00e7\u00e3o imprecisa que se vai replicando na Internet sem controlo.<\/p>\n<p class=\"indent\">\u00c9 sabido que, quando o mundo acad\u00e9mico n\u00e3o \u00e9 capaz de integrar e certificar uma disciplina s\u00e9ria, tornam-se ainda mais necess\u00e1rias outras refer\u00eancias de confian\u00e7a que respaldem uma pr\u00e1tica criteriosa dessa disciplina. Ora, apesar de haver alguns grupos de entreajuda melhores do que outros, profissionais de Genealogia mais capazes do que outros; em Portugal falta uma entidade id\u00f3nea que tutele, que arrume e clarifique. Falta, por exemplo, uma associa\u00e7\u00e3o suficientemente prestigiada e ampla que fa\u00e7a a certifica\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica geneal\u00f3gica profissional, estabelecendo quais os crit\u00e9rios para se considerar algu\u00e9m como genealogista, e reconhecendo formalmente quem, sendo s\u00f3cio, pretenda obter reconhecimento por cumprir esses pr\u00e9-requisitos. Falta uma institui\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia com publica\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e de grande qualidade na \u00e1rea da Genealogia e Hist\u00f3ria da Fam\u00edlia, estabelecendo a fasquia para o que deve ser um livro sobre a hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia, necessariamente da autoria de quem pratique a disciplina da Hist\u00f3ria e tenha forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica para isso.<\/p>\n<p class=\"indent\">\u00c0 falta de respaldo acad\u00e9mico, \u00e0 falta de institui\u00e7\u00f5es id\u00f3neas suficientemente abrangentes e centradas nos problemas actuais da Genealogia, n\u00e3o h\u00e1 em Portugal quem represente a disciplina e a regule, dentro do poss\u00edvel. Os grupos de entreajuda n\u00e3o t\u00eam, nem podem ter, essa miss\u00e3o, al\u00e9m de estarem geralmente imbu\u00eddos de um dos mais danosos preconceitos ainda subsistentes sobre a Genealogia: a de que s\u00f3 \u00e9 uma actividade nobre (num sentido lato), quando \u00e9 feita por quem pertence \u00e0 fam\u00edlia que est\u00e1 a ser pesquisada; passando a ser mero mercantilismo quando \u00e9 feita por quem n\u00e3o pertence a essa fam\u00edlia, mesmo que se trate do melhor dos profissionais. Este preconceito leva a que, na maior parte dos casos, quem \u00e9 pago para fazer pesquisa geneal\u00f3gica, opte por n\u00e3o assumir que o faz, havendo v\u00e1rias supostas empresas de Genealogia baseadas em Portugal que n\u00e3o s\u00e3o mais do que uma ou duas pessoas a trabalhar isoladamente em regime p\u00f3s-laboral, escondendo a sua identidade; por vezes recorrendo ao voluntarismo de muitos, nos grupos de entreajuda, para \u2013 sem revelar a finalidade dos pedidos de ajuda \u2013 conseguir concluir as suas tarefas com algum sucesso.<\/p>\n<p class=\"indent\">A democratiza\u00e7\u00e3o da Genealogia tem ocorrido muito rapidamente, n\u00e3o s\u00f3 em Portugal. Embora esteja a chegar \u00e0 sua idade adulta, enfrenta claras dores de crescimento. Como n\u00e3o existe uma entidade \u201creguladora\u201d da Genealogia, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 como fazer, \u00e0 partida, a destrin\u00e7a entre: o que \u00e9 oneroso mas tem qualidade e utilidade, permitindo poupar tempo e obter mais conhecimento; e o que \u00e9 oneroso mas n\u00e3o tem credibilidade, dando a ideia de nada mais haver que possa interessar, al\u00e9m dos resultados apresentados, muitas vezes enviesados e feridos de falta de devida interpreta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Citando uma das poucas frases que vale a pena citar regularmente: \u201cPara dizer asneiras, bastam os profissionais\u201d.<\/p>\n<p class=\"indent\">Ironicamente, o apelo ao \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d \u2013 que \u00e9 grande parte do fasc\u00ednio dos grupos de entreajuda de Genealogia \u2013 n\u00e3o escapa \u00e0 contradi\u00e7\u00e3o de se considerar indesej\u00e1vel a divulga\u00e7\u00e3o de tudo o que sejam ferramentas pagas que capacitem melhor os seus membros a fazerem bem \u201cpor si mesmos\u201d. Ainda h\u00e1 pouco tempo, num desses grupos, algu\u00e9m partilhou a capa do livro \u201cDescubra as suas origens\u201d com o seguinte coment\u00e1rio: \u201cComo \u00e9 que s\u00f3 agora tive conhecimento deste manual\u201d?<\/p>\n<p class=\"indent\">Como co-autor do referido manual, n\u00e3o posso deixar de ser defensor do \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d, conquanto quem o fa\u00e7a tenha consci\u00eancia de como se posiciona face \u00e0 Genealogia: ser-se muito experiente na pesquisa geneal\u00f3gica sem se ter forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica em Hist\u00f3ria, est\u00e1 muito mais pr\u00f3ximo do que se julga do ser-se absolutamente inexperiente na pesquisa geneal\u00f3gica tendo essa forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica de base.<\/p>\n<p class=\"indent\">Tudo o que expus at\u00e9 este ponto enquadra a minha miss\u00e3o como formador de Genealogia, todos os anos, sob a capa do projecto \u201cGenealogia sem segredos\u201d. Comecei por propor um curso de introdu\u00e7\u00e3o, essencialmente destinado a dar a conhecer todas as principais fontes dispon\u00edveis para a Genealogia e Hist\u00f3ria da Fam\u00edlia, incidindo sobretudo nas fontes alternativas aos registos paroquiais. Este curso de introdu\u00e7\u00e3o abarcava (e abarca) tamb\u00e9m a quest\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o dos dados contidos nessas fontes, \u00e0 luz dos costumes de outras \u00e9pocas.<\/p>\n<p class=\"indent\">Em pouco tempo, percebi que n\u00e3o era suficiente dar a conhecer melhor as fontes e ajudar a interpretar os dados nelas contidos, pois muitos formandos queriam mais. Em concreto, tinham dificuldade em dominar os procedimentos de pesquisa na Internet e desconheciam muitas das mais \u00fateis bases de dados. Quando at\u00e9 as conheciam j\u00e1 quase todas, geralmente ignoravam os seus \u201crecantos\u201d e fragilidades, n\u00e3o sabendo como extrair delas o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00e3o relevante. Propus ent\u00e3o uma segunda forma\u00e7\u00e3o sobre Genealogia, mais pr\u00e1tica e especificamente dedicada \u00e0 pesquisa \u201conline\u201d, nela incluindo tamb\u00e9m o melhor modo de organizar e partilhar dados e de aproveitar os recursos disponibilizados pelas grandes empresas internacionais fornecedoras de servi\u00e7os geneal\u00f3gicos.<\/p>\n<p class=\"indent\">Desde 2017 e at\u00e9 ao Outono de 2024, o curso de introdu\u00e7\u00e3o j\u00e1 o tinha leccionado 31 vezes: 16 vezes presencialmente \u2013 nas cidades de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada, Leiria, Braga, Gaia, Lagos, Penafiel, Felgueiras, Horta e Vila Franca de Xira \u2013 e 15 vezes \u00e0 dist\u00e2ncia atrav\u00e9s do Instituto CRIAP. Quanto ao curso sobre pesquisa \u201conline\u201d, mesmo sendo bem mais recente, j\u00e1 o ministrei 6 vezes: 2 vezes presencialmente (em Lagos e em Felgueiras) e 4 vezes \u00e0 dist\u00e2ncia atrav\u00e9s do Instituto CRIAP.<\/p>\n<p class=\"indent\">S\u00e3o, pois, j\u00e1 37 as forma\u00e7\u00f5es sobre Genealogia dadas em menos de oito anos. Creio que esta marca me torna a pessoa que maior n\u00famero de forma\u00e7\u00f5es sobre Genealogia deu em Portugal; a pessoa que deu forma\u00e7\u00f5es de Genealogia num maior n\u00famero de locais do pa\u00eds; a pessoa que, em Portugal, teve maior n\u00famero de formandos de Genealogia (e provenientes de um maior n\u00famero de pa\u00edses); e, para j\u00e1, ainda o \u00fanico formador em l\u00edngua portuguesa que d\u00e1 regularmente forma\u00e7\u00e3o certificada de Genealogia \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"indent\">Como este n\u00e3o \u00e9 o momento de dormir sobre os louros, est\u00e1 j\u00e1 em prepara\u00e7\u00e3o uma terceira forma\u00e7\u00e3o sobre Genealogia, tendo como objectivo aprofundar o t\u00f3pico que geralmente desperta maior interesse nas forma\u00e7\u00f5es: o dos apelidos, nomes e alcunhas. E seguirei a mesma metodologia que deu origem ao pr\u00f3prio projecto \u201cGenealogia sem segredos\u201d: a forma\u00e7\u00e3o ser\u00e1 acompanhada de um outro livro orientado para a pr\u00e1tica da pesquisa; um manual para capacitar ainda mais quem faz Genealogia.<\/p>\n<p class=\"indent\">\u00abFa\u00e7o Genealogia e nunca precisei de forma\u00e7\u00e3o ou de um manual para isso\u00bb \u2013 Esta \u00e9 uma frase que, com variantes, se l\u00ea algumas vezes em grupos de entreajuda, \u00e0 mistura com outras frases em forma de conselho aos mais inexperientes que, sem citarem a fonte, claramente decalcam aquilo que \u00e9 proposto no manual \u201cDescubra as suas origens\u201d. Sim, n\u00e3o \u00e9 para todos a consci\u00eancia da import\u00e2ncia do saber mais para descobrirmos mais e interpretarmos melhor. Muitos s\u00f3 se apercebem do quanto n\u00e3o sabiam depois de passarem por esse processo.<\/p>\n<p class=\"indent\">\u00abSe n\u00e3o est\u00e1 \u201conline\u201d, n\u00e3o nos interessa\u00bb. \u2013 Assim respondia algu\u00e9m, num grupo de entreajuda, em coment\u00e1rio a um t\u00f3pico sobre fontes alternativas para pesquisa geneal\u00f3gica. Trata-se de uma frase lapidar, que diz muito sobre os desafios que a Genealogia enfrentar\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos. Ora, para que a democratiza\u00e7\u00e3o da Genealogia n\u00e3o redunde numa ditadura de bases de dados \u201conline\u201d e de conhecimento (des)organizado pela intelig\u00eancia artificial, \u00e9 necess\u00e1rio mais sentido cr\u00edtico e menos \u201csegredos\u201d quanto \u00e0 pr\u00e1tica geneal\u00f3gica. Acima da democratiza\u00e7\u00e3o da Genealogia, dever\u00e1 estar uma maior qualidade na nossa ainda jovem \u201cdemocracia geneal\u00f3gica\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 precisamente dez anos, num grupo de entreajuda sobre Genealogia nas redes sociais, anunciei a prepara\u00e7\u00e3o de uma forma\u00e7\u00e3o com caracter\u00edsticas ligeiramente diferentes daquelas que haviam sido leccionadas em anos anteriores por outros genealogistas, com a particularidade de a nova forma\u00e7\u00e3o vir a ser apoiada por um manual especificamente concebido. 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